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Caso Tatiane Spitner: últimas palavras dela antes de morrer comovem e não deixam dúvidas

A promotora do caso de Tatiane Spitzner não tem mais dúvidas sobre a morte da vítima.

O caso de Tatiane Spitzner tem evoluído e a última notícia é que a a 2ª Vara Criminal de Guarapuava, aceitou integralmente a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra o biólogo Luís Felipe Manvailer. A Justiça poderia não aceitar parte da denúncia, mas isto não aconteceu.

Diante do cenário, a promotora do caso,  Dúnia Serpa Rampazzo,  não tem dúvidas e garante que o assassino de Tatiane é mesmo seu ex-marido. A promotora denunciou o homem por uma série de crimes além do próprio homicídio e outras qualificadoras.

O homem foi denunciado por homicídio quadruplamente qualificado: Feminicídio, meio cruel, dificultar a defesa da vítima e motivo torpe. Além disto, a promotora ainda pediu que ele seja condenado por cárcere privado e por fraude processual, quando tentou alterar a cena do crime e mexeu no corpo.

Últimas palavras de Tatiane Spitzner comovem

Segundo a promotora: “Uma testemunha contou que viu a Tatiane na varanda, olhando para baixo, como se estivesse tentando fugir”. Além disso, duas amigas contaram que, na noite da morte, a advogada falou para elas: “Hoje vou ficar solteira”, sendo estas, consideradas suas últimas palavras.

Ela, infelizmente, não conseguiu ficar solteira em vida. Acabou morrendo antes. Para Dúnia, o homem também não esboçou nenhum tipo de remorso pelas imagens. Ele pega o corpo de Tatiane, e ainda tem tempo de olhar para as unhas, parecendo que deu o soco em alguém.

A advogada pública também disse que não acredita que ela tenha pulado e sim se jogado. De todo modo, se ela tiver se jogado, foi tentando escapar das agressões, o que, juridicamente, tem o mesmo efeito.

Luís Felipe é indiciado pela morte e por vários outros crimes

O Ministério Público do Paraná tinha, até a última segunda-feira (6), para apresentar denúncia contra o suposto assassino de Tatiane Spitzner, o ex-marido Luis Felipe Manvailer. E assim foi feito, o MP-PR apresentou denúncia contra o réu, não só pela morte, mas como por outros crimes.

O biólogo e professor responderá na Justiça pelo crime contra sua ex-esposa, que morreu no dia 22 de julho, por homicídio, mas com quatro qualificadoras. Se aceitas integralmente, todas as denúncias, ele terá se se defender das acusações de feminicídio, meio cruel, dificultar a defesa da vítima e motivo torpe.

Estas são as qualificadoras, ou os agravantes do crime, na visão do MP. Mas não para por aí, ele também foi indiciado por outros crimes. Luís Felipe Manvailer, em depoimento à Justiça, se disse inocente.

Luís Felipe Manvailer, é indiciado por vários crimes

Além do feminicídio e das qualificadoras do crime, o MP-PR também adicionou os crimes de fraude processual e por cárcere privado.

A fraude advém do fato dele tentar limpar a cena do crime e mexer no corpo (quando ele limpou o elevador e retirou o corpo do local). Já o cárcere advém do fato dele não permitir que ela se livrasse da cena, como mostram as imagens, já postadas aqui no MRNews.

“Após a conclusão do presente feito investigatório, angariaram-se mais elementos que demonstram a necessidade da custódia cautelar do acusado, considerando-se que este dentou um comportamento extremamente agressivo e perigoso”, justificou o MP-PR ao pedir que Manvailer continue na cadeia.

Testemunha, amiga de Tatiane, revela prints mostrando que Luís já era violento

Uma testemunha de acusação foi entrevistada no ‘Fantástico’ e revelou prints da advogada, revelando que Luís era violento, bem antes da morte da mulher. Um print abaixo mostra o drama da mulher.

Nas mensagens, entre março e junho deste ano, a advogada relata sentir "medo" e diz que Manvailer tem "ódio mortal" por ela (Foto: Reprodução)
Nas mensagens, entre março e junho deste ano, a advogada relata sentir “medo” e diz que Manvailer tem “ódio mortal” por ela (Foto: Reprodução)

 

Assista os minutos antes de morrer de Tatiane Spitzner

 

TV MRNews

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HUGO GONSALVES

Formado em Engenharia Elétrica pela UnB, me especializei em jornalismo colaborativo pela FTP em nível de pós-graduação. hugo.reis@oimeliga.combr

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