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Confira os principais pontos da entrevista ‘tensa’ de Jair Bolsonaro ao ‘Jornal Nacional’

Jair Bolsonaro (PSL) foi o sabatinado por Willian Bonner e Renata Vasconcelos no 'Jornal Nacional'.

Jair Bolsonaro (PSL) foi o sabatinado por Willian Bonner e Renata Vasconcelos no ‘Jornal Nacional’. A primeira questão levantada pelos entrevistadores foi a questão de Bolsonaro ser o novo na política, se já está há 20 anos na política.

O ‘novo’ na política

A situação foi rebatida pelo político, dizendo que fazia parte do ‘Baixo Clero’ e como nunca fez parte de uma coligação grande, não conseguia aprovar grandes projetos. Entretanto, também votou evitando que projetos ruins fossem aprovados.

Auxílio Moradia

Também teve que justificar o fato de estar recebendo até fevereiro, auxílio moradia, mesmo tendo imóvel no DF. Ele disse que não era ilegal.

Paulo Guedes eterno?

O político disse, em um outro momento, que confiava cegamente em seu futuro Ministro da Economia (Fazenda), Paulo Guedes. Ele disse que poderia romper com ele, se algo de mais grave acontecer ao longo do governo. Chegou a citar o casamento dele e de Bonner, que acabou, por percalços.

Diferença de salários entre homens e mulheres

O político foi questionado sobre a suposta informação que teria dado, apoiando que homens ganhassem mais que mulheres. ele rebateu dizendo que não tem nenhum projeto que apoie a diferença e que nunca afirmou isto. O clima chegou a ficar tenso, principalmente quando ele citou o salário de Renata e Bonner, que seriam diferentes.

Renata disse que não aceitaria ganhar menos que um homem nas mesmas condições.

Kit Gay nas escolas

Outro tema polêmico foi a suposta homofobia do candidato. Em contraponto ele justificou que a maior polêmica de sua carreira aconteceu por conta do kit gay, imposto nas escolas. Ele chegou a mostrar o livro que é distribuído nas escolas públicas. Bonner não o deixou mostrar o material, conforme regras do programa.

Segurança Pública: combater violência com mais violência

Os entrevistadores questionaram a afirmação que, em casos extremos, deveria usar mais violência que a violência do bandido. O candidato justificou que não é com flores que se trata o bandido. Seriam apenas em casos extremos o uso da violência ‘extrema’.

A entrevista acabou falando sobre o ‘Golpe de 64’ dos militares, que Bolsonaro ainda não vê como golpe. Ele citou o próprio dono da Globo que disse se tratar de um processo democrático a tomada do poder em 1964.

A entrevista ganhou momentos de tensão e, por conta do tempo, precisou ser finalizada com um recado final. Bolsonaro reafirmou que será o novo e o ‘honesto’ no processo eleitoral que teve dois partidos que acabaram com o país nos últimos anos.

Nota adicional: A Globo emitiu uma nota confirmando que Roberto Marinho e o Grupo Globo apoiou o grupo na época, em editorial, mas que hoje, o grupo reconhece que foi um erro, ou seja, que foi um Golpe Militar e não um movimento democrático.

 

 

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R. HUGO

Especializado em jornalismo colaborativo pela FTP em nível de pós-graduação. suporte@oimeliga.combr

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