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Caso Rayane: como uma caneta virou prova cabal para levar até à prisão do assassino da jovem

Rayane Paulino foi encontrada ao lado de uma caneta, prova fundamental para levar a prisão do suspeito.

Michel Flor da Silva, 28 anos, um segurança terceirizado de uma empresa de ônibus que estava alocado na rodoviária de Guararema, foi preso pelo Polícia Civil de Mogi das Cruzes, em São Paulo, acusado de ter matado Rayane Paulino. Ao ser preso, o homem acabou confessando o crime e dando detalhes da mecânica da morte da jovem. A menina de 16 anos teve seu corpo encontrado às margens de uma vicinal da rodovia Ayrton Senna, seminua e com um cadarço no pescoço.

Segundo o suspeito, ele viu a menina sentada em um banco da rodoviária onde trabalhava. Ela esperaria até às 5 da manhã, para voltar para sua cidade, Mogi das Cruzes.

A investigação apontou que uma testemunha, um motorista de aplicativo, viu a jovem às margens de uma rodovia e acabou levando-a até a rodoviária de Guararema, já que ele não poderia levá-la à Mogi.

Assim que Michel a viu, ofereceu o casaco que usava para aquecê-la, mas ela recusou. O homem, que é casado e tem um filho, ofereceu uma carona para Rayane, até Mogi. Isto ela aceitou. Já dentro do carro, o suspeito disse que a menina queria curtir a noite e ele se ofereceu para leva-la a uma balada em uma cidade próxima, mas, novamente ela recusou. Em uma história, um pouco confusa e, segundo a polícia, mentirosa, Michel disse que os dois fizeram sexo consensual. Para a polícia, tratou-se de uma agressão sexual e para ocultar a violência, o segurança matou a vítima.

A seguir, Rayane teria surtado ameaçado Michel dizendo que seu pai iria matá-lo, pois era policial.

Neste momento, o agressor disse que perdeu a cabeça, deu-lhe um mata-leão e, como a jovem não morreu naquele momento, ele acabou usando o cadarço para matá-la. O local onde o corpo foi encontrado, foi apenas o desova. Ela não foi morta no local.

Entretanto, no local onde o corpo foi encontrado, o delegado encontrou a fatídica caneta, que ele reportou como sendo verde e com dizeres de uma construtora. A prova seria fundamental, como mostrado a seguir.

Como uma caneta foi prova cabal de um crime

Antes de confessar o crime, porém, algo foi fundamental para deixá-lo sem alternativas na delegacia. A situação inusitada envolvendo uma caneta acabou deixando Michel sem ação e sem como negar a autoria.

A sensibilidade do delegado do caso foi fundamental para identificação do criminoso. Assim que ele foi preso, os policiais questionaram se ele tinha uma caneta. O relato foi: “No momento da prisão do sujeito, em sua casa, os policiais perguntaram se ele tinha alguma caneta. Ele disse que sim. E pegou uma. Era idêntica à encontrada no lugar do crime. Era uma caneta de brinde, de uma empresa”, contou o delegado Rubens José Ângelo.

Naquele momento, a polícia já não tinha mais dúvidas que ele era o assassino da jovem.

Assista o depoimento do homem

TV MRNews

R. HUGO

Especializado em jornalismo colaborativo pela FTP em nível de pós-graduação. suporte@oimeliga.combr

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