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Caso Daniel concluído: delegado afirma que suspeitos estão mentindo e serão indiciados por homicídio e coação de testemunhas

Segundo o delegado do caso, tanto a mãe, quanto a filha e a irmã estão mentido e serão indiciados por dois crimes.

Mais uma reviravolta no caso Daniel, jogador do São Paulo, emprestado ao São Bento que morreu após uma sessão de tortura e barbárie que resultou em mutilação de seu membro e quase a degola total de seu pescoço. O delegado do caso, Amadeu Trevisan, que lidera as investigações do caso pela Polícia Civil, afirmou não ter dúvidas que toda a família está mentindo e, por conta disto, todos serão indiciados pelo crime de homicídio qualificado pela coação de testemunhas.

Desde a última semana, uma testemunha-chave no caso revelou que foi convocada pela família e sofreu coação para depor de acordo com o combinado entre Allana, Cristiana, Edison e outros três personagens que teriam ajudado a espancar e matar o jogador de futebol.

A testemunha revelou que, inclusive, sofreu ameaça de morte, mas mesmo assim decidiu contar uma versão real dos fatos. Ela que estava presente na casa, disse que Juninho Riqueza saiu para procurar Daniel, sem qualquer relação a possíveis gritos da esposa. Os gritos foram ouvidos depois, quando a confusão já havia começado.

Nas alegações da família, o jogador teria tentado abusar de Cristina, que acabou gritando e chamando por socorro. Os gritos teriam desencadeado uma briga dentro de casa culminando na morte do rapaz de apenas 24 anos.

‘Eles estão mentindo’ afirma delegado

Segundo o delegado do caso nesta terça-feira (6), após ouvir os suspeitos, ele foi categórico ao afirma que “Eles estão mentindo”, afirmou. Ainda, como novidade para o caso, o delegado afirma também que o caso está esclarecido e a reconstrução do que aconteceu já foi cronologicamente desenhada pelos policiais.

Ainda existem algumas testemunhas a serem ouvidas e o principal suspeito ainda fará seu depoimento oficial, na próxima quarta-feira.

O que dizem os suspeitos

Segundo a versão dos três integrantes da família Brittes, a ação de violência foi desencadeada pelo próprio jogador que tentou abusar de Cristiana. Edison afirma que perdeu a cabeça ao vê-lo em cima de sua esposa e decidiu agir com brutalidade. Esta versão é sustentada também por Allana e Cristiana.

Testemunhas contradizem família

Duas testemunhas são consideradas importantes no caso. Uma primeira, que se disse coagida e ameaçada, revelou que Edison foi procurar Daniel após ter dado falta do jogador em sua casa. Ela revelou que não ouviu gritos antes da briga e do espancamento do jogador.

Já outra moça, que alega ter ficado com Daniel na boate revelou que ele foi colocado no carro ainda com vida e que outras três pessoas ajudaram Juninho Riqueza com a tortura e ainda seguiram no carro do empresário para ‘finalizar o serviço’.

A família está indignada com a tese da defesa de manchar a honra de Daniel, colocando-o como um estuprador.

TV MRNews

R. HUGO

Especializado em jornalismo colaborativo pela FTP em nível de pós-graduação. suporte@oimeliga.combr

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