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Caso Daniel: delegado diz que família mentiu, que atleta estava indefeso e descarta abuso

Amadeu Trevisan descartou na noite desta terça-feira (6) a possibilidade de estupro e disse que os Brittes mentiram em depoimentos.

Esta terça-feira (6) foi decisiva rumo à resolução do caso do jogador Daniel Corrêa. O atleta do São Paulo, emprestado ao São Bento, foi brutalmente espancado antes de ser morto. O advogado da família de Daniel fala em tortura, mas a defesa da família Brittes, suspeita de envolvimento no crime, quer descaracterizar a versão.

O delegado responsável pelas investigações, Amadeu Trevisan, já havia revelado mais cedo que está convicto de que os integrantes presos da família Brittes, o pai Edison, a mãe Cristiana e a filha Allana, estão mentindo e que eles serão indiciados por homicídio qualificado e por coação de testemunhas.

Já no início da noite desta terça-feira, o delegado disse ainda que o atleta estava com mais de 13,4 decigramas de álcool no sangue, o que o deixaria inconsciente e completamente vulnerável. Por conta disto, a versão de que houve uma tentativa de estupro foi completamente refutada. Também, sobre o arrombamento da porta, a versão não bate com o que o delegado ouviu das testemunhas.

Divergências entre testemunhas e acusados

1) Grito de socorro

As principais testemunhas que foram ouvidas, disseram que não ouviram gritos de socorro de Cristiana. Os gritos só começaram depois do espancamento do rapaz. Uma das testemunhas, inclusive, disse que Cris teria gritado, mas para pedir para não matarem Daniel.

Já Edison, Allana e Cris sustentam a versão de que o espancamento só começou diante dos gritos da mulher, ao perceber que seria abusada.

2) Tentativa de estupro

Uma testemunha-chave do caso disse que ninguém falou nada na hora sobre estupro. Já a defesa sustenta que a mulher de Edison, Cristiana, teria dito que o jogador estava tentando abusar dela.

3) Participação de outros suspeitos

As duas principais testemunhas oculares disseram que Edison contou com ajuda de outros três homens no momento do espancamento. A versão de Edison também corrobora isso. Entretanto, o empresário disse que matou ‘sozinho’ o jogador. Já no testemunho formal, a versão é de que os mesmos três homens seguiram no carro de Juninho com Daniel no porta-malas ainda vivo. A morte só teria acontecido depois.

4) Arma do crime

No processo, a versão testemunhal revela que o assassino pegou uma faca na cozinha e levou até o carro. Já a versão do patriarca dos Brittes diz que ele já tinha uma faca no carro.

Diante de tantas divergências, a conclusão do delegado é que quem mentiu foram os suspeitos, que serão indiciados. Os outros três homens citados nos relatos de acusação também estão sendo investigados.

TV MRNews

R. HUGO

Especializado em jornalismo colaborativo pela FTP em nível de pós-graduação. suporte@oimeliga.combr

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