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Coronavirus: vacina da Covid-19 mais adiantada é segura, eficiente, não tem efeitos colaterais e pode chegar em 2020

A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford (Reino Unido) se mostrou segura e eficaz contra a doença. Aproximadamente 1077 pessoas foram testadas para obter os primeiros resultados do ensaio da vacina. Os resultados foram publicados pela revista científica Lancet nesta segunda-feira (20).

Primeira vacina contra Covid-19 do mundo: universidade anuncia sucesso nos testes em humanos

De acordo com os pesquisadores, a vacina AZD1222 aumentou os níveis de anticorpos neutralizantes protetores e células que atacam o vírus. O estímulo à produção de anticorpos neutralizantes, na criação de um antídoto, é considerado um passo importante para os testes.”Estamos vendo respostas imunes muito boas, não apenas em anticorpos neutralizantes, mas também em células T”, afirmou o chefe do Jenner Institute de Oxford, Adrian Hill.

Vacina de Oxford é segura, dizem cientistas

Os pesquisadores da Universidade de Oxford desenvolveram uma tecnologia que pode trazer resultados mais pontuais em relação ao combate ao coronavírus. A equipe está utilizando um vírus inofensivo para transportar parte do material genético do patógeno para as células e fazer com que uma resposta imune seja criada. Esta vacina não provocou efeitos colaterais graves nos voluntários testados, segundo os pesquisadores.

As ações da farmacêutica AstraZeneca chegaram a ter alta de 10% em Londres, mas caíram para uma variação positiva de 0,6% após os pesquisadores afirmarem que os resultados eram preliminares.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 160 vacinas contra o coronavírus (Covid-19) estão sendo desenvolvidas no mundo. A Oxford é a que está mais perto de fazer um lançamento em breve, já que a AstraZeneca afirmou que pode começar a distribuir doses no Reino Unido em setembro.

“Queremos que outras empresas tenham vacinas que funcionem tão bem porque o mundo receberá mais vacinas [contra o coronavírus] mais cedo”, disse o chefe do Jenner Institute de Oxford.

TV MRNews

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