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Jornalista da Record deixará emissora após fazer duras críticas a Bolsonaro

Após 15 anos na Record, a jornalista Adriana Araújo, 47, deixará a emissora em março, data em que seu atual contrato se encerra. A renovação do compromisso é dada como “muito improvável” dentro da diretoria. A profissional foi por 14 anos âncora do Jornal da Record e deixou o posto em junho de 2020, depois que mirou críticas ao governo Jair Bolsonaro, em sua rede social, sobre a transparência no combate a Covid-19. A postagem incomodou o alto comando da emissora, que vem adotando uma linha editorial com menos críticas ao presidente. O próximo destino de Araújo na televisão deve ser a CNN Brasil. A notícia foi veiculada no NA TELINHA e na Revista Isto É digital.

 

Ao longo de todo este tempo tendo trabalhado, em primeiro lugar, como correspondente em Nova York e, depois, por muito anos titular do “Jornal da Record”, Adriana passou mais recentemente a apresentar e fazer reportagens para o “Repórter Record Investigação”.

O seu atual contrato termina em março.

Douglas Tavolaro, CEO da CNN Brasil, e Virgílio Abranches, vice-presidente de programação e multiplaforma estão acertando, hoje, os últimos detalhes com Adriana Araújo.

A respeito desta nota, a jornalista Adriana Araujo fez o seguinte esclarecimento:

“Preciso esclarecer uma informação incorreta publicada hoje pelo meu colega na Record, Flavio Ricco. Nao tenho qualquer negociaçao aberta com a empresa CNN. A coluna diz que eu estava acertando os detalhes do contrato hoje com a CNN quando, na verdade, eu estava dentro da redação da Record, escrevendo o texto do segundo episódio Dossiê Carajás para o Reporter Record Investigacao da semana que vem. Aproveito para agradecer as mensagens pela estreia da nova temporada do RRI ontem. O documentârio que levamos ao ar é resultado de muito trabalho de uma grande equipe. Seguirei fazendo a minha parte, como sempre fiz”.

Adriana Araújo foi afastada do Jornal da Record em 2020

No dia 05 de junho do ano passado, Adriana Araújo fez duras críticas a Jair Bolsonaro sobre a transparência do governo no enfrentamento da Covid-19. “Estou passando aqui fora de hora porque, pelo segundo dia seguido, os dados da pandemia do coronavírus não saíram a tempo do jornal. Como esse é um dado relevante demais. É uma questão de saúde pública saber o que está acontecendo no Brasil agora é muito importante para todos nós.

A publicação incomodou a diretoria da Record e chegou ao conhecimento Igreja Universal do Reino de Deus. Sua atitude foi interpretada como um afronto a estratégia institucional adotada pelo Grupo Record ao governo Bolsonaro.

TV MRNews

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