Uma oportunidade de estar ao lado de mulheres que fizeram história no futebol. Essa é chance que crianças e jovens têm ao participar da Caravana do Futebol Feminino Petrobras, que começou a rodar o país em junho e vai até dezembro, com a presença de jogadoras de destaque e uma série de atividades. O evento antecede a Copa do Mundo feminina que reunirá times de 32 países, no Brasil, em 2027.
A primeira de 25 paradas da caravana ocorreu nesta terça-feira (17), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense e contou com presença da ex-artilheira do Internacional e da seleção brasileira, Duda Luizelli. A ex-atleta, hoje gestora, defendeu a seleção colorada e a nacional, fazendo parte de uma geração pioneira do futebol feminino. Mais cedo, ela atendeu fãs, participou de oficinas e atividades com outras jogadoras e crianças nas instalações interativas e imersivas do projeto, que ocorrem dentro e fora de um caminhão.
Duda começou a jogar bola criança, no condomínio em que morava, no Rio Grande do Sul, com apoio dos pais e de um ídolo do Inter, o ponta-direita Valdimiro Vaz Franco. Com 13 anos, ela entrou no time feminino, sendo a mais nova entre atletas em campo. Muitos gols e títulos depois, inclusive, fora do país, no Milan e no Verona, na Itália, Duda montou uma escolinha para meninas, em Porto Alegre, que já tem três décadas. Ela também coordenou o Departamento de Futebol do Internacional e seleções femininas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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De acordo com Duda, a intenção da caravana é divulgar trajetórias e o valor do futebol feminino, assim como preparar o público para prestigiar a Copa do Mundo feminina.
Além de Duda, a caravana vai fazer eventos em 24 cidades e no Distrito Federal, com outras jogadores de peso, como Formiga, única atleta feminina a disputar sete copas do mundo e sete olimpíadas, Cris Rozeira, a maior artilheira olímpica do futebol feminino, além de Tamires, que é lateral da seleção do Corinthians.
Programação
Nos eventos, além de momentos com as atletas, estão previstas apresentações de dança e de times femininos locais, mostras virtuais sobre momentos marcantes do futebol feminino, atividades imersivas, além de debates e exibição de filmes. Entre as películas, curtas e longas, estão os títulos “As primeiras”, “Donas do Baba”, “Pelé: O rei desconhecido”, além do emblemático “Democracia em Preto e Branco”, que costura política e futebol, com depoimentos dos ex-jogadores Sócrates e Casagrande.
A idealizadora da caravana, Joana Braga, explica que a intenção do projeto, que termina o percurso pelo Brasil, em Maceió, em 4 de dezembro, é contar a história da modalidade e despertar interesse do público, mobilizando pais, educadores e a população local.
“Essa é uma categoria esportiva muito importante, que já ganhou tantos prêmios, com tanta relevância, mas que ainda não tem o acolhimento que merece, como o futebol masculino”, afirmou. A estratégia de contar com as atletas, explica, é uma forma de promover essa aproximação e despertar interesse.
A próxima parada da caravana será em Niterói, entre 23 e 29 de junho, na Concha Acústica. Depois, o caminhão do futebol feminino estaciona no Parque Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, de 30 de junho a 6 de julho. Na sequência, a cidade de Macaé, no norte fluminense, recebe as atletas. Vitória, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Brasília são os destinos seguintes.
