Varal de luzes causou morte de mulher e filho em piscina no litoral de Alagoas
O Instituto de Criminalística de Maceió confirmou que a morte de uma mulher e de seu filho, ocorrida no início de janeiro deste ano no litoral norte de Alagoas, foi provocada por uma descarga elétrica. As vítimas, que estavam em uma piscina de uma pousada em Maragogi, sofreram um choque fatal causado por uma instalação irregular de iluminação decorativa.
O acidente aconteceu no dia 4 de janeiro de 2026 e vitimou Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e seu filho Arthur Klein Helfstein Alves, de 11 anos. Ambos eram turistas do estado de São Paulo e passavam férias na região.
Vítimas foram encontradas submersas na piscina
Luciana e Arthur foram encontrados no fundo da piscina localizada na cobertura da pousada Almaré. Inicialmente, a principal suspeita era de afogamento, hipótese que foi descartada após a realização da perícia técnica no local.
De acordo com o relato das autoridades, o companheiro de Luciana estranhou a ausência dos dois enquanto tentava resolver um problema técnico no chuveiro do quarto onde a família estava hospedada. Ao procurar pela área de lazer, ele encontrou mãe e filho já sem vida dentro da piscina.
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Perícia identificou falhas graves na instalação elétrica
Os trabalhos periciais foram conduzidos pelo perito criminal José Veras, com apoio do especialista em engenharia elétrica Diozênio Monteiro. A equipe identificou que um varal de luzes decorativas, instalado próximo à piscina, apresentava sérias irregularidades técnicas.
Segundo o laudo, a estrutura de iluminação não seguia os padrões estabelecidos pela norma ABNT NBR 5410, que regula instalações elétricas de baixa tensão no Brasil. Durante as medições, foi constatada a presença de tensão elétrica de aproximadamente 220 volts em partes metálicas do guarda-corpo da piscina.
Um dos pontos críticos apontados foi o contato direto de um plugue macho energizado com a estrutura metálica, o que acabou eletrificando toda a área próxima à piscina de forma acidental.
Ambiente molhado aumentou o risco de choque fatal
O laudo técnico ressalta que áreas como piscinas são classificadas como de alto risco elétrico, justamente por estarem constantemente molhadas. A presença de água facilita a condução da eletricidade, aumentando drasticamente a chance de choques graves ou fatais em caso de falhas na instalação.
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Esse fator foi determinante para a gravidade do acidente, já que as vítimas estavam em contato direto com a água no momento da descarga elétrica.
Investigação seguirá com a Polícia Civil
O relatório oficial do Instituto de Criminalística será encaminhado à Polícia Civil de Alagoas, que dará continuidade ao inquérito. A investigação deverá apurar possíveis responsabilidades relacionadas à instalação, manutenção e fiscalização dos equipamentos elétricos da área de lazer da pousada.
O caso reacende o alerta sobre a importância do cumprimento rigoroso das normas técnicas em ambientes turísticos, especialmente em locais que envolvem água e grande circulação de pessoas.
Tags: Maragogi, Alagoas, choque elétrico, perícia técnica, turismo, segurança elétrica, investigação policial