Erika Hilton pede suspensão do Programa do Ratinho após polêmica com apresentador do SBT
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) solicitou ao Ministério das Comunicações a suspensão temporária do programa apresentado por Carlos Massa, exibido pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). O pedido foi feito após declarações do apresentador durante uma edição recente do Programa do Ratinho, exibida no dia 11 de março, que geraram forte repercussão nas redes sociais e no meio político.
Segundo a parlamentar, as falas de Ratinho teriam sido transfóbicas ao questionar publicamente sua identidade de gênero durante a transmissão ao vivo. No documento enviado ao governo federal, Erika Hilton afirma que o apresentador utilizou uma concessão pública de televisão para fazer declarações consideradas discriminatórias contra a comunidade LGBTQIA+.
Deputada pede suspensão do programa por 30 dias
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o pedido encaminhado ao Ministério das Comunicações solicita a suspensão do programa por um período de 30 dias. A justificativa apresentada pela deputada aponta que as declarações exibidas na televisão teriam ferido princípios de respeito e dignidade.
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No ofício, Erika Hilton também citou precedentes envolvendo programas de TV que sofreram punições após conteúdos considerados inadequados. Um dos exemplos mencionados foi o caso do Domingo Legal, também exibido pelo SBT, que foi suspenso em 2003 após a exibição de uma entrevista falsa envolvendo supostos integrantes do PCC.
A parlamentar argumenta que situações envolvendo concessões públicas de comunicação precisam ser avaliadas com rigor quando há suspeita de conteúdos discriminatórios ou ofensivos.
Declaração gerou repercussão política e jurídica
A polêmica começou após Ratinho comentar, durante seu programa, sobre a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Durante a transmissão, o apresentador afirmou que a deputada não seria mulher, mas sim uma mulher trans, o que gerou críticas e acusações de transfobia.
Após a repercussão, a deputada decidiu acionar o Ministério Público Federal para investigar tanto o apresentador quanto a emissora pelas declarações exibidas.
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Ação pede indenização de R$ 10 milhões
Além do pedido de suspensão do programa, a ação apresentada pela parlamentar inclui uma solicitação de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 10 milhões.
Caso a Justiça aceite o pedido, o valor deverá ser destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. A proposta é que os recursos sejam utilizados para financiar projetos e iniciativas voltadas à proteção de mulheres vítimas de violência de gênero e ao fortalecimento de políticas públicas relacionadas aos direitos humanos.
Caso pode ter novos desdobramentos
O episódio segue repercutindo no meio político e jurídico, e ainda não há decisão oficial sobre o pedido de suspensão do programa. Especialistas apontam que o caso pode abrir discussões sobre os limites da liberdade de expressão em emissoras que operam por meio de concessões públicas.
Enquanto isso, o Programa do Ratinho continua sendo exibido normalmente na grade do Sistema Brasileiro de Televisão, enquanto autoridades analisam as solicitações apresentadas pela deputada.
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