{"id":452752,"date":"2025-11-26T12:11:16","date_gmt":"2025-11-26T15:11:16","guid":{"rendered":"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2025\/11\/26\/iniciativas-de-cineastas-negras-movimentam-audiovisual-brasileiro\/"},"modified":"2025-11-26T12:11:16","modified_gmt":"2025-11-26T15:11:16","slug":"iniciativas-de-cineastas-negras-movimentam-audiovisual-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2025\/11\/26\/iniciativas-de-cineastas-negras-movimentam-audiovisual-brasileiro\/","title":{"rendered":"Iniciativas de cineastas negras movimentam audiovisual brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>Por EBC, <\/p>\n<div>\n<p>Por d\u00e9cadas, o cinema brasileiro avan\u00e7ou, deixando para tr\u00e1s as vozes que mais precisavam ser vistas \u2013 e ouvidas. Entre apagamentos hist\u00f3ricos, dificuldades de financiamento e aus\u00eancia nos festivais, duas cineastas negras \u2014\u00a0Edileuza Penha de Souza\u00a0e\u00a0Camila de Moraes\u00a0\u2014 criaram caminhos paralelos, reinventaram estruturas e formaram redes decisivas para que o audiovisual negro florescesse. Hoje, suas trajet\u00f3rias se consolidam como pilares de uma transforma\u00e7\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o pode ser ignorada.<\/p>\n<p>Cineasta, professora e pesquisadora, Edileuza Penha de Souza\u00a0\u00e9 autora de livros e artigos que se tornaram refer\u00eancia no debate sobre negritude, audiovisual e educa\u00e7\u00e3o. Entre suas publica\u00e7\u00f5es, destaca-se a s\u00e9rie\u00a0<em>Negritude, Cinema e Educa\u00e7\u00e3o<\/em>, obra que articula est\u00e9tica, pol\u00edtica e forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica.<\/p>\n<p>Sua trajet\u00f3ria como realizadora est\u00e1 profundamente ligada \u00e0 redescoberta de Adelia Sampaio, primeira cineasta negra do Brasil \u2014 cujo nome permanecia, at\u00e9 meados dos anos 2010, praticamente ausente dos estudos acad\u00eamicos e das narrativas sobre o cinema nacional.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a come\u00e7ou em 2014, quando Edileuza idealizou a <em>Mostra Adellia Sampaio<\/em>, em um edital interno da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), apoiado por pol\u00edticas federais de incentivo \u00e0 cultura no ensino superior.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cPropusemos, ainda em 2014, o primeiro Encontro Nacional de Cineastas Negras e, dentro dele, a primeira mostra competitiva de cinema negro Ad\u00e9lia Sampaio. Competitiva porque n\u00e3o havia no Brasil nenhum festival que premiasse cineastas negras. Quer\u00edamos reparar esse apagamento.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A semente desse movimento vinha de seu doutorado, iniciado em 2010, quando pesquisava representa\u00e7\u00f5es do amor rom\u00e2ntico no cinema brasileiro. O inc\u00f4modo surgiu ao perceber que n\u00e3o encontrava protagonistas negras \u2014 e menos ainda diretoras.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEu s\u00f3 encontrava o nome de homens. Isso me causou uma ang\u00fastia enorme. E foi essa ang\u00fastia que me levou at\u00e9 Adelia. Quanto mais eu pesquisava, mais entendia o quanto essa mulher havia sido apagada.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Adelia, lembra Edileuza, escreveu seu primeiro roteiro em 1974, dirigiu um longa em 1984 e produziu 72 filmes durante o per\u00edodo do Cinema Novo. Ainda assim, n\u00e3o era reconhecida.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO apagamento em cima desse corpo negro feminino foi extremamente cruel. Fico feliz que a minha pesquisa tenha contribu\u00eddo para o <em>boom de<\/em>\u00a0reconhecimento de Adelia. Homenagem se faz em vida, e ela merece cada uma.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para Edileuza, forma\u00e7\u00e3o, pesquisa e realiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o dimens\u00f5es insepar\u00e1veis:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cN\u00f3s, mulheres negras, aprendemos a nos virar nos 30.\u00a0Sou professora, pesquisadora e realizadora porque tudo est\u00e1 interligado. A inquieta\u00e7\u00e3o acad\u00eamica me leva \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o, e a realiza\u00e7\u00e3o me leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mesmo com avan\u00e7os, ela refor\u00e7a que o setor ainda \u00e9 marcado por desigualdades estruturais:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cSe Viviane Ferreira s\u00f3 recebeu financiamento estatal para um longa em 2018 \u2014 sendo a primeira mulher negra \u2014 isso mostra o tamanho da d\u00edvida. Ad\u00e9lia teve seu filme negado pela Embrafilme. At\u00e9 2016, a Ancine n\u00e3o havia financiado nenhum longa dirigido por uma mulher negra. \u00c9 urgente falar de repara\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Edileuza lembra que a luta no audiovisual est\u00e1 conectada \u00e0 luta por direitos b\u00e1sicos:\u00a0\u201cAntes de falar de cinema, eu quero falar de sa\u00fade, de saneamento, de educa\u00e7\u00e3o. O audiovisual faz parte dessa estrutura que sempre negou direitos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra.\u201d<\/p>\n<p>Em 2024, durante a 7\u00aa Mostra Competitiva de Cinema Negro Adelia Sampaio, ela celebrou o reencontro com o p\u00fablico e a for\u00e7a coletiva:\u00a0\u201cQuando a gente se re\u00fane, a gente se aquilomba. Cinema \u00e9 coletivo. A mostra existe por isso \u2014 para provar que n\u00e3o estamos sozinhas.\u201d<\/p>\n<p>Jornalista, cineasta, distribuidora e produtora cultural, Camila de Moraes\u00a0construiu uma das trajet\u00f3rias mais emblem\u00e1ticas do cinema negro contempor\u00e2neo. \u00c9 diretora de\u00a0<em>A Escrita do Seu Corpo<\/em>\u00a0(2016),\u00a0<em>O Caso do Homem Errado<\/em>\u00a0(2017) e\u00a0<em>M\u00e3e Solo<\/em>\u00a0(2021). Seus filmes orbitam entre viol\u00eancias do Estado, maternidades negras, resist\u00eancias e mem\u00f3ria afro-brasileira.<\/p>\n<p>Mas foi com <em>O Caso do Homem Errado<\/em>\u00a0\u2014 document\u00e1rio sobre o assassinato de J\u00falio C\u00e9sar por policiais, em Porto Alegre \u2014 que Camila desafiou a l\u00f3gica tradicional da ind\u00fastria. O filme levou oito anos\u00a0para ser produzido. Sem o apoio de editais, recorreu ao financiamento coletivo e \u00e0 parceria com uma produtora ga\u00facha.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cFoi uma produ\u00e7\u00e3o independente desde o in\u00edcio. Tentamos editais, n\u00e3o conseguimos. Quando gravamos em 2016, marcamos um ato em maio, no Cine Capit\u00f3lio. O ato lotou e tornou o filme n\u00e3o in\u00e9dito \u2014 o que fechou portas nos festivais.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mesmo com recusas e poucos retornos de mostras nacionais e internacionais, Camila n\u00e3o desistiu. Pelo contr\u00e1rio: reinventou o modelo : \u201cA gente n\u00e3o podia deixar o filme parado. Entramos nos cinemas em mar\u00e7o de 2018. Mas n\u00e3o t\u00ednhamos distribuidora. Foi a\u00ed que criamos a Borboletas Filmes \u2014 para conseguir colocar o filme em sala.\u201d<\/p>\n<p>Assim nasceu a Borboletas Filmes, distribuidora negra e independente que se tornou pe\u00e7a-chave para a circula\u00e7\u00e3o de obras de realizadores negros no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia itinerante, com sess\u00f5es em Porto Alegre, Salvador e no Acre, foi, ao mesmo tempo, um esfor\u00e7o monumental e um gesto pol\u00edtico.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cFizemos tudo por conta pr\u00f3pria. Cada estreia tinha debate, envio de HD, divulga\u00e7\u00e3o, custo de correio. Ficamos um ano nessa luta. \u00c9 muito dif\u00edcil sem investimento para distribui\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Seu trabalho reacendeu debates sobre racismo institucional na cr\u00edtica, nos festivais e no circuito comercial, devolvendo o filme ao radar da imprensa e das mostras.<\/p>\n<p>Ainda assim, obst\u00e1culos persistem: \u201cMesmo com cinco longas lan\u00e7ados, minha distribuidora n\u00e3o atinge a pontua\u00e7\u00e3o m\u00ednima para acessar recursos. Os nossos filmes t\u00eam p\u00fablico, t\u00eam impacto, mas n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos como mercado. Por qu\u00ea?\u201d<\/p>\n<p>Para enfrentar esse apagamento, Camila criou , por meio\u00a0da Lei Paulo Gustavo, o Circuito Filmes que Voam, que equipa espa\u00e7os culturais de Salvador com tela, projetores e som, promovendo sess\u00f5es semanais de filmes nacionais: \u201cToda ter\u00e7a, no bairro do Uruguai, eram 70 pessoas por sess\u00e3o. Isso \u00e9 p\u00fablico. Isso movimenta a ind\u00fastria. Como isso n\u00e3o \u00e9 contabilizado?\u201d<\/p>\n<p>A cineasta defende a revis\u00e3o urgente dos crit\u00e9rios de distribui\u00e7\u00e3o no Brasil:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cSem recursos para distribui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o adianta produzir. Como nossos filmes chegam ao p\u00fablico? Como nossas produtoras acessam o setor? A amplia\u00e7\u00e3o do circuito exibidor \u00e9 fundamental para que nossas obras existam de verdade.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ambas compreendem o cinema como direito, como repara\u00e7\u00e3o e como pol\u00edtica p\u00fablica. Elas\u00a0dedicam seu trabalho para que novas cineastas n\u00e3o enfrentem as mesmas barreiras.<\/p>\n<p>Edileuza resume: \u201cQuando mulheres negras ascendem, a carreira \u00e9 de muita solid\u00e3o. Por isso, o encontro \u00e9 t\u00e3o importante.\u201d Camila completa: \u201cSe o caminho convencional n\u00e3o nos acolhe, criamos outro caminho. Mas precisamos de estrutura p\u00fablica para manter esse caminho aberto.\u201d<\/p>\n<p>Juntas, suas trajet\u00f3rias mostram que o futuro do cinema negro brasileiro j\u00e1 come\u00e7ou \u2014 coletivo, combativo, em expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da Ancine (2016) apontava que apenas 2% dos diretores de filmes lan\u00e7ados comercialmente eram negros. Entre roteiristas, o \u00edndice era de 4%.<\/p>\n<p>Em 2019, o GEMAA\/Uerj revelou que, entre 142 longas brasileiros lan\u00e7ados, apenas um havia sido dirigido por uma mulher negra. Entre 1908 e 2015, dos mais de 2,5 mil filmes brasileiros produzidos, menos de 1% teve\u00a0protagonistas negros.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por EBC, Por d\u00e9cadas, o cinema brasileiro avan\u00e7ou, deixando para tr\u00e1s as vozes que mais precisavam ser vistas \u2013 e ouvidas. 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