{"id":455709,"date":"2026-02-16T12:20:35","date_gmt":"2026-02-16T15:20:35","guid":{"rendered":"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/02\/16\/o-novo-sempre-vem-diz-fundador-do-rec-beat-nos-30-anos-do-festival\/"},"modified":"2026-02-16T12:20:35","modified_gmt":"2026-02-16T15:20:35","slug":"o-novo-sempre-vem-diz-fundador-do-rec-beat-nos-30-anos-do-festival","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/02\/16\/o-novo-sempre-vem-diz-fundador-do-rec-beat-nos-30-anos-do-festival\/","title":{"rendered":"&#8220;O novo sempre vem&#8221;, diz fundador do Rec-Beat nos 30 anos do festival"},"content":{"rendered":"<p>Por EBC, <\/p>\n<div>\n<p>Considerado como um dos principais polos de resist\u00eancia cultural e de janela para a m\u00fasica independente e multicultural no pa\u00eds, o <strong>Festival Rec-Beat chega aos seus 30 anos mantendo vivas a vitalidade e inquieta\u00e7\u00e3o que marcaram sua origem. <\/strong><\/p>\n<p>Fundado em 1995 por Antonio Gutierrez, o Gutie, o Rec-Beat construiu, ao longo de sua hist\u00f3ria, uma trajet\u00f3ria pautada pela diversidade, onde diferentes p\u00fablicos, est\u00e9ticas e gera\u00e7\u00f5es se encontram em meio ao frenesi das tro\u00e7as, do frevo e dos maracatus que agitam o Carnaval pernambucano.<\/p>\n<p><strong>O Festival come\u00e7ou no s\u00e1bado (14) gordo de Carnaval e vai at\u00e9 a ter\u00e7a-feira (17). <\/strong>Nesses dias, o Cais da Alf\u00e2ndega, no Recife, se transforma em um territ\u00f3rio onde a regra \u00e9 a experimenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o festival se consolidou como um espa\u00e7o de descoberta e circula\u00e7\u00e3o de novas ideias musicais, unido pelo di\u00e1logo entre tradi\u00e7\u00f5es e vanguardas.<\/p>\n<p>Entre os destaques desta edi\u00e7\u00e3o, que faz um di\u00e1logo entre cenas do Brasil, da Am\u00e9rica Latina e da \u00c1frica, est\u00e3o artistas como NandaTsunami, AJULLIACOSTA, Carlos do Complexo e Jadsa, que se somam a feras como como Djonga, Johnny Hooker, Chico Chico, Josyara e Felipe Cordeiro \u2013 que celebra 20 anos de carreira como um dos pioneiros na fus\u00e3o de sonoridades amaz\u00f4nicas, dividindo o show com Layse, nome emergente da cena paraense.<\/p>\n<p><strong>Para falar um pouco sobre o festival, um catalisador cultural que conecta modernidade e ancestralidade, a Ag\u00eancia Brasil bateu um papo com o fundador do Rec-Beat, Gutie. <\/strong>Ele contou um pouco sobre a din\u00e2mica do festival, seus causos e fez algumas observa\u00e7\u00f5es sobre a cena dos festivais independentes no pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=452947:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=452947 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Festival Rec-Beat celebra 30 anos, com programa\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica no Cais da Alf\u00e2ndega &#8211; <strong>Ariel Martini \/ I Hate Flash<\/strong><!--END copyright=452947--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Queria que voc\u00ea come\u00e7asse falando dos 30 anos de Rec-Beat. Como o festival foi pensado para esse ano de comemora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0Olha, a gente sempre tem esse desafio, de fazer o festival a cada ano. A gente, na verdade, manteve muito o conceito do festival. Uma das novidades que a gente est\u00e1 fazendo nesses 30 anos, al\u00e9m, evidentemente, de mexer no ba\u00fa da mem\u00f3ria, foi buscar muito da hist\u00f3ria do festival. At\u00e9 foi uma coisa surpreendente, que a gente come\u00e7ou a encontrar muito conte\u00fado, come\u00e7ou at\u00e9 a gerar um conte\u00fado hist\u00f3rico do festival nas nossas redes. Est\u00e1 sendo bem interessante revisitar isso.<br \/>Eu tinha uma ideia, j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, que vinha acontecendo no festival, que \u00e9 a presen\u00e7a eletr\u00f4nica na nossa programa\u00e7\u00e3o. Eu queria muito ter uma coisa mais focada ainda, trazendo DJs, tudo. Ent\u00e3o, neste ano, eu concretizei uma ideia de criar um selo: \u00e9 um evento mesmo que a gente quer dar continuidade, chamado Moritz.<br \/>A gente abriu a primeira noite do festival com uma programa\u00e7\u00e3o s\u00f3 voltada para DJs nacionais, locais e internacionais, e j\u00e1 com a perspectiva do Moritz se tornar tamb\u00e9m um evento aut\u00f4nomo com o tempo, podendo acontecer associado ao Rec-Beat e tamb\u00e9m pode acontecer de uma forma independente.<br \/>Essa \u00e9 uma, como eu te disse, \u00e9 uma ideia que eu tinha alimentando j\u00e1 h\u00e1 um tempo, que a gente concretizou agora. E no mais, a gente manteve a ideia do festival da diversidade, de buscar relev\u00e2ncia em todas as regi\u00f5es do Brasil.<br \/>E tamb\u00e9m a gente que vem fazendo h\u00e1 v\u00e1rios anos essa quest\u00e3o de olhar para a Am\u00e9rica Latina, para a \u00c1frica. Ent\u00e3o, esse \u00e9 o resultado da programa\u00e7\u00e3o que a gente conseguiu montar nesses 30 anos.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:\u00a0<\/strong>Voc\u00ea falou sobre manter a identidade do festival. Conta um pouquinho como foi essa ideia de criar o festival? Como surgiu?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0O Rec-Beat nasceu naquele ambiente efervescente dos anos 90. No in\u00edcio dos anos 90, quando a gente teve aqui no Recife, todo aquele boom, que hoje \u00e9 conhecido como Manguebeat, e eu vivia naquele ambiente.<br \/>Ent\u00e3o, os amigos, os lugares que a gente frequentava, era tudo compartilhado. A gente compartilhava muito esses espa\u00e7os. E eu fiquei muito impactado, evidentemente, com o que estava acontecendo. A\u00ed eu criei uma festa. E olha, eu era jornalista, n\u00e3o tinha nada. Era uma divers\u00e3o mesmo.<br \/>Eu criei uma festa com o nome Rec-Beat, em um casar\u00e3o no centro hist\u00f3rico da cidade. Na verdade, era um puteiro que recebia marinheiros. Era o Francis Drinks, tamb\u00e9m conhecido como Ad\u00edlias Place e eu comecei a fazer umas festas chamadas Rec-Beat.<br \/>A\u00ed surgiu uma oportunidade, eu mandei 12 bandas para S\u00e3o Paulo, para a [casa de shows] Aeroanta, pela \u00e9poca em 1993. Foi quando, meio que pode-se dizer que foi a edi\u00e7\u00e3o zero do Rec-Beat, porque a gente reuniu l\u00e1 12 bandas na Aeroanta e foi impactante, assim, com uma repercuss\u00e3o muito grande.<br \/>A\u00ed eu comecei a perceber que, no carnaval, que eu gostava muito e frequentava Olinda. Na \u00e9poca, n\u00e3o tinha o carnaval no Recife, como tem hoje. Eu percebia que as pessoas tinham aquela curiosidade para entender que som era aquele que tanto se falava, n\u00e9, que estava acontecendo no Recife, em Pernambuco. Onde estava aquele som.<br \/>Ent\u00e3o, eu criei um minifestival, que era o Rec-Beat, num centro hist\u00f3rico, no Centro Luiz Freire, que tinha um quintal. Ainda existe o espa\u00e7o. E a\u00ed eu comecei a programar, durante o carnaval, as bandas.<br \/>Ali a gente ficou com tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es, depois a gente recebeu um convite da prefeitura do Recife, para que a gente contribu\u00edsse para fomentar esse carnaval no bairro do Recife, que \u00e9 o s\u00edtio hist\u00f3rico. Ent\u00e3o, nos mudamos para o s\u00edtio hist\u00f3rico e a\u00ed o festival come\u00e7ou a crescer, foi ganhando outras propor\u00e7\u00f5es.<br \/>O que antes era uma coisa muito para a cena local, a gente ampliou para a cena nacional, todas as regi\u00f5es. A gente olhou muito para a produ\u00e7\u00e3o do Par\u00e1, Bahia e outras regi\u00f5es do Brasil.<br \/>Tamb\u00e9m comecei a olhar para a Am\u00e9rica Latina, para o continente africano. Ent\u00e3o, hoje o Rec-Beat \u00e9 fruto dessa evolu\u00e7\u00e3o de olhares. Eu acho que n\u00f3s [do festival] temos um olhar bastante perif\u00e9rico, me interessa muito o que acontece nas periferias. N\u00e3o s\u00f3 a periferia urbana aqui do Recife e de outras capitais do Brasil, mas a periferia mesmo de pa\u00edses, de regi\u00f5es do mundo, do Sul global, aquilo que n\u00e3o est\u00e1 no centro, mas que a gente sabe que tem uma produ\u00e7\u00e3o e uma proposta muito inovadora, muito impactante, que com o tempo acaba sendo adotada pela ind\u00fastria. Porque eu entendo que os movimentos perif\u00e9ricos, em todos os sentidos, s\u00e3o determinantes para a constru\u00e7\u00e3o de movimentos culturais que se tornam universais.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0\u00c9 meio aquela imagem da antena parab\u00f3lica fincada no mangue?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0Eu acredito em muito disso, da diversidade, de encontros, de aquela coisa plural, de voc\u00ea ter a tradi\u00e7\u00e3o com novas tend\u00eancias, o eletr\u00f4nico. Por isso, quando a gente fala de uma programa\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, tamb\u00e9m sempre teve no DNA do festival, assim como a gente coloca um afox\u00e9, um maracatu, ou uma coisa assim, como uma atra\u00e7\u00e3o, como o Momi Maiga.<br \/>Isso sempre esteve presente, desde o conceito do Manguebeat, a gente esteve presente muito na cultura brasileira, essa coisa da diversidade est\u00e1 presente no Rec-Beat, porque n\u00e3o tem como a gente n\u00e3o traduzir isso, n\u00e9?<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0\u00c9 muito interessante o Rec-Beat acontecer no per\u00edodo do Carnaval, tem tudo a ver. Para algumas pessoas, no entanto, pode n\u00e3o parecer \u00f3bvio, pode parecer bem diferente realizar um festival no meio de uma festa de dia muito grande.<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0Olha, no in\u00edcio, rolavam mais estranhamentos do que hoje, sabe! As pessoas achavam que era um evento invasivo, mas a\u00ed foram percebendo que o Rec-Beat n\u00e3o \u00e9 um evento anti-Carnaval, \u00e9 bem pelo contr\u00e1rio. A nossa proposta se soma \u00e0 diversidade do Carnaval, ent\u00e3o a gente contribui com uma c\u00e9lula dentro dessa, de todas as propostas que o Carnaval apresenta.<br \/>Eu acho at\u00e9 quem com o tempo, o Rec-Beat influenciou outros festivais fora daqui e tamb\u00e9m o Carnaval. Hoje, tem muitos palcos que emulam o Rec-Beat. A gente era um palco, mas com o tempo, a gente acabou, acredito, influenciando esse conceito, de palco, de <em>shows<\/em>.<br \/>Eu gosto do Rec-Beat com palco, mas adoro tamb\u00e9m a tradi\u00e7\u00e3o do Carnaval de rua, de ch\u00e3o, n\u00e9? Com as tro\u00e7as, com os blocos, com as agremia\u00e7\u00f5es tradicionais. Isso, pra mim, \u00e9 o verdadeiro Carnaval mesmo.<br \/>A gente complementa, mas a gente n\u00e3o pode transformar o Carnaval em um grande palco.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Voc\u00eas n\u00e3o est\u00e3o disputando com o Carnaval. Tem um lugarzinho pra todo mundo e n\u00e3o \u00e9 disputar com essa ideia do Carnaval, n\u00e9?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0Sim, eu gosto muito da coisa da tradi\u00e7\u00e3o, sabe!? Do Carnaval como uma manifesta\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea das pessoas. \u00c9 isso que move o Carnaval. O Carnaval j\u00e1 \u00e9 vivo, tem essa pujan\u00e7a no Brasil todo, \u00e9 feito pelas pessoas. A gente d\u00e1 essa contribui\u00e7\u00e3o, organiza um pouco a bagun\u00e7a.<br \/>A gente recebe, no nosso p\u00fablico, pessoas que v\u00eam de Olinda, que v\u00e3o para os blocos, para as tro\u00e7as e \u00e0 noite v\u00eam pro nosso palco. Ou seja, s\u00e3o pessoas integradas ao Carnaval, que est\u00e3o curtindo o Carnaval.<br \/>E tamb\u00e9m o nosso p\u00fablico se renovou muito, se renova. Ent\u00e3o, nosso p\u00fablico \u00e9 bem jovem, que mostra que o pessoal tem um frescor.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=452946:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=452946 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Fundador do festival Rec-beat, Antonio Gutierrez, o Gutie &#8211; <strong>Victor Juc\u00e1\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=452946--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0O festival, ent\u00e3o, dialoga com novas gera\u00e7\u00f5es, n\u00e9?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0Isso \u00e9 legal porque voc\u00ea, de certa forma, cria o futuro. Voc\u00ea assegura o futuro quando voc\u00ea tem um p\u00fablico que ainda vai vivenciar muito, n\u00e3o s\u00f3 o Rec-Beat, mas o Carnaval como um todo.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Falando em p\u00fablico, como \u00e9 que voc\u00ea v\u00ea essa cena de festivais independentes?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong> Eu acompanho. A gente tem a Abrafin [Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Festivais Independentes]. Eu fa\u00e7o parte de uma associa\u00e7\u00e3o Ibero-Americana, chamada para Desenvolvimento da Ind\u00fastria da M\u00fasica Ibero-Americana.<br \/>Eu frequento muito a convite de festivais e feiras de m\u00fasicas nacionais e internacionais, fa\u00e7o curadoria. Agora mesmo eu fa\u00e7o parte de um comit\u00ea internacional de arte de um evento na Costa do Marfim, nada de M\u00fasica. J\u00e1 prestei curadoria no Tenerife, na Col\u00f4mbia.<br \/>Eu tenho esse olhar, assim, para todos os lados, acompanho os festivais. E n\u00f3s vivemos, logo ap\u00f3s o pandemia, um <em>boom<\/em> de festivais. E como toda bolha, acho que agora passou por uma acomoda\u00e7\u00e3o. Acho que ficaram os festivais mais tradicionais, os que j\u00e1 s\u00e3o uma coisa bem estabelecida, inclusive aqui em Pernambuco.<br \/>Mas os festivais como o Rec-Beat, que a gente chama de festival independente, t\u00eam uma certa dificuldade mesmo de se manter, porque os grandes festivais s\u00e3o meio predat\u00f3rios, no sentido de atra\u00e7\u00e3o de recursos.<br \/>Voc\u00ea v\u00ea que uma empresa que poderia entrar em dez festivais pelo Brasil e joga todos os recursos em um s\u00f3, mais midi\u00e1tico. Ent\u00e3o os festivais t\u00eam essa dificuldade e o Rec-Beat tamb\u00e9m, porque \u00e9 gratuito. Eu s\u00f3 lan\u00e7o a programa\u00e7\u00e3o quando a gente tem certeza que temos recursos para fazer.<br \/>Ent\u00e3o isso \u00e9 outro desafio do festival e n\u00e3o s\u00f3 do Rec-Beat. A maioria dos festivais brasileiros que seguem essa trilha, inclusive os pagos, t\u00eam dificuldade. E no Nordeste tamb\u00e9m, porque existe uma cultura de investimento em patroc\u00ednio das empresas muito centralizada no Sudeste. Falta uma vis\u00e3o, acredito, de que existe uma riqueza cultural e propostas de eventos muito interessantes no Nordeste.<br \/>Acho que passa muito tamb\u00e9m pela vis\u00e3o do <em>marketing<\/em> das empresas, das pessoas que est\u00e3o \u00e0 frente disso. Tem muita aposta no \u00f3bvio e o Rec-Beat n\u00e3o aposta no \u00f3bvio e outros festivais n\u00e3o s\u00e3o \u00f3bvios. E isso exige um pouco de sensibilidade, exige um pouco de entendimento, um pouco de esfor\u00e7o para quem decide os investimentos.<br \/>A gente trabalha o ano todo para superar isso e para viabilizar o festival. A gente desenvolve projetos, lei de incentivo, editais, tudo que voc\u00ea imagina, a gente trabalha. A gente fica o ano todo articulando.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Nesses 30 anos, qual foi o momento de maior perrengue? De desafio para que o festival acontecesse?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0Olha, a gente teve um, acho que em 2015, quando teve aquele momento de <em>impeachment<\/em> da Dilma. O Brasil virou aquele caos. Veio uma onda na economia, que serviu como desculpa dos investidores. Ali a gente passou um momento dif\u00edcil, sabe? Depois a gente foi se organizando e hoje a gente n\u00e3o depende apenas de um patroc\u00ednio. A gente tem a Prefeitura do Recife, que \u00e9 nosso maior patrocinador, mas j\u00e1 temos tamb\u00e9m o Governo do Estado, atrav\u00e9s da Fundarpe [Funda\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico de Pernambuco], temos a Lei Rouanet, a Uninassau, que \u00e9 uma universidade, o Banco do Nordeste do Brasil. N\u00f3s temos articula\u00e7\u00e3o com o Iber M\u00fasicas, que \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o ibero-americana que financia a circula\u00e7\u00e3o de artistas. N\u00f3s temos o Consulado da Alemanha\u2026 ent\u00e3o a gente articula em v\u00e1rias frentes.<br \/>Ent\u00e3o, o momento foi bem complicado nos anos 2015, 2016. Mas a gente tamb\u00e9m foi reagindo e mantendo o festival. Orgulho nosso \u00e9 nunca ter falhado, a gente nunca deixou de acontecer, exceto na pandemia, foi apenas um ano. Ent\u00e3o, nesse tempo todo o festival tem conseguido permanecer vibrante.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Quais os momentos mais intensos do festival? A situa\u00e7\u00e3o mais inusitada com artistas, com o p\u00fablico?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0A gente teve o <em>show<\/em> de Mudhoney, quando o festival ocupava uma rua menor [a rua da Moeda]. A gente era considerado um festival pequeno e n\u00e3o tinha uma estrutura de seguran\u00e7a profissional, como n\u00f3s temos hoje.<br \/>Nesse dia, o povo conseguiu invadir muito o palco, subir no palco e coisa e tal, festejando com o Mudhoney. Na sequ\u00eancia, veio uma banda de <em>punk rock<\/em>, que \u00e9 o Devotos, a\u00ed eu pensei: nossa, agora \u00e9 que a galera vai derrubar esses tro\u00e7os aqui.<br \/>Da\u00ed eu falei com o [vocalista] Canibal: &#8220;Canibal, olha essa sensa\u00e7\u00e3o. O que a gente vai fazer?&#8221; Ele respondeu: deixa comigo. Ele foi l\u00e1 no palco e disse ao p\u00fablico: &#8220;Galera, \u00e9 o seguinte, voc\u00eas ficam a\u00ed embaixo, na plateia; e a banda fica aqui, no palco, ningu\u00e9m sobe aqui!&#8221; E n\u00e3o deu outra. Mas eu achei que ia dar em confus\u00e3o.<br \/>Teve um ano que teve uma tempestade na cidade, cara, que todos os palcos pararam, menos o Rec-Beat, porque a gente conseguiu manter o festival. A mesa de som parou, a banda tocando e a gente abrindo a mesa e secando com um secador de cabelo. Quando a gente fechou a mesa, a banda acabou de tocar e ela j\u00e1 estava pronta para outra apresenta\u00e7\u00e3o. Tem uns sufocos, assim\u2026<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Assim que acaba o festival, voc\u00ea j\u00e1 come\u00e7a a pensar na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o ou d\u00e1 aquele tempinho para ir digerindo as coisas?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0\u00c9 um processo cont\u00ednuo, a gente vai pensando no festival o tempo todo. Tem muita coisa que a gente tenta, imagina para acontecer e n\u00e3o acontece, fica para o pr\u00f3ximo ano.<br \/>E at\u00e9 queria conseguir ter mais certeza das coisas. Como falei no in\u00edcio da nossa conversa, a quest\u00e3o mesmo do financiamento. Mas eu penso o festival o tempo todo, eu tenho l\u00e1 os nomes que eu gosto, que fico acompanhando e fora o Rec-Beat, a gente tem a nossa produtora, tem outros eventos. A gente tem o festival de cinema, de anima\u00e7\u00e3o, que \u00e9 incr\u00edvel e est\u00e1 gigante tamb\u00e9m e que nos obriga a pensar nessa outra linguagem que \u00e9 o cinema de anima\u00e7\u00e3o.<br \/>Esse ano a gente est\u00e1 lan\u00e7ando o festival de m\u00fasica percussiva. \u00c9 in\u00e9dito tamb\u00e9m. \u00c9 em mar\u00e7o, e est\u00e1 bem em cima. Tem a possibilidade de a gente fazer em outras cidades.<br \/>A gente tamb\u00e9m tem a possibilidade de fazer o Rec-Beat em outras cidades, isso tudo meio que dentro de uma comemora\u00e7\u00e3o dos 30 anos.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0Quando voc\u00ea olha para esses 30 anos, o que voc\u00ea pensa? O que ficou para voc\u00ea?<\/p>\n<p><strong>Gutie:<\/strong>\u00a0Olha, realmente 30 anos \u00e9 muito. Eu n\u00e3o imaginava, porque a gente vai construindo edi\u00e7\u00e3o por edi\u00e7\u00e3o. Mas, assim, o que eu recebo do feedback das pessoas que acompanham o Rec-Beat, as pessoas que s\u00e3o mais jovens, \u00e9 a maneira que o festival surpreende, o impacto que causa nas pessoas. Isso que eu acho bacana. O que eu mais curto no Rec-Beat \u00e9 exatamente isso: a pessoa vai para ver o nome que ela conhece e acaba se deparando com outras op\u00e7\u00f5es que causam surpresa, que s\u00e3o coisas transformadoras.<br \/>Eu acho que essa \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m de festivais como o Rec-Beat, que \u00e9 voc\u00ea apresentar novas op\u00e7\u00f5es para as pessoas, para mostrar que existe vida al\u00e9m da m\u00eddia massiva, al\u00e9m dos algoritmos.<br \/>E eu acho que a verdadeira miss\u00e3o no festival, \u00e9 essa: apresentar op\u00e7\u00f5es, propostas de v\u00e1rias regi\u00f5es, de v\u00e1rios locais. Ou seja, mostrar para as pessoas que existem milhares de op\u00e7\u00f5es para se conhecer, para que as pessoas tamb\u00e9m acreditem, apostem, se joguem nessa ideia do novo, sabe!? \u00c9 l\u00f3gico que a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 important\u00edssima tamb\u00e9m e \u00e9 legal manter. Mas n\u00e3o ter medo, n\u00e3o ter medo do desafio, n\u00e3o ter medo do novo, sabe!? O novo sempre vem!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por EBC, Considerado como um dos principais polos de resist\u00eancia cultural e de janela para a m\u00fasica independente e multicultural no pa\u00eds, o Festival Rec-Beat chega aos seus 30 anos mantendo vivas a vitalidade e inquieta\u00e7\u00e3o que marcaram sua origem. 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