{"id":456010,"date":"2026-02-21T20:36:09","date_gmt":"2026-02-21T23:36:09","guid":{"rendered":"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/02\/21\/apos-20-anos-roubo-de-obras-de-monet-picasso-e-dali-prescreve-no-rio\/"},"modified":"2026-02-21T20:36:09","modified_gmt":"2026-02-21T23:36:09","slug":"apos-20-anos-roubo-de-obras-de-monet-picasso-e-dali-prescreve-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/02\/21\/apos-20-anos-roubo-de-obras-de-monet-picasso-e-dali-prescreve-no-rio\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 20 anos, roubo de obras de Monet, Picasso e Dal\u00ed prescreve no Rio"},"content":{"rendered":"<p>Por EBC, <\/p>\n<div>\n<p><strong>Sexta-feira de Carnaval, 24 de fevereiro de 2006. Enquanto as ladeiras sinuosas de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, s\u00e3o tomadas por sons de marchinhas e sambas tradicionais, um grupo de homens carrega nos bra\u00e7os quadros de Claude Monet, Salvador Dal\u00ed, Pablo Picasso e Henri Matisse.<\/strong><\/p>\n<p>Era dia de apresenta\u00e7\u00e3o do Bloco das Carmelitas, mas a cena n\u00e3o fazia parte da festa. <strong>Ali, em meio \u00e0 uma multid\u00e3o de foli\u00f5es, acontecia aquele que \u00e9 considerado um dos maiores roubos de obras de arte do Brasil e um dos dez maiores do mundo, segundo o FBI \u2013 principal departamento de investiga\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>&#8220;<\/strong>Eu estava l\u00e1 no dia. Os policiais tentavam passar pelo bloco e n\u00e3o conseguiam, porque a gente jogava latinha neles. Ningu\u00e9m tinha ideia do que estava acontecendo. A gente pensava que era algo acontecendo dentro do pr\u00f3prio Carmelitas, como furto ou outra confus\u00e3o\u201d, lembra o produtor Daniel Furiati.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os criminosos pularam os muros do Museu da Ch\u00e1cara do C\u00e9u e sumiram pelas ruas do bairro com cinco pe\u00e7as. <strong>Juntas, elas valiam mais de US$ 10 milh\u00f5es na \u00e9poca (R$ 52 milh\u00f5es, na convers\u00e3o atual).<\/strong> As obras e os assaltantes jamais foram encontrados.<\/p>\n<p><strong>Passados 20 anos, o crime prescreve oficialmente nesta semana e os respons\u00e1veis pelo roubo n\u00e3o poder\u00e3o mais ser punidos.<\/strong><\/p>\n<h2>Suspeitos<\/h2>\n<p>Nesse tempo todo, tr\u00eas nomes figuraram na lista de suspeitos principais do crime. <strong>A primeira linha de investiga\u00e7\u00e3o envolveu Paulo Gess\u00e9, dono de uma kombi branca, em que pelo menos uma das obras de arte teria sido transportada. A pol\u00edcia suspeitava que ele fosse c\u00famplice de outros quatro assaltantes.<\/strong><\/p>\n<p>A delegada respons\u00e1vel pelo caso grampeou o celular do motorista, mas n\u00e3o conseguiu que as liga\u00e7\u00f5es fossem gravadas no banco de dados da corpora\u00e7\u00e3o. Ela decidiu, ent\u00e3o, registrar tudo manualmente.<\/p>\n<p><strong>Gess\u00e9 chegou a ter a resid\u00eancia vasculhada e a ser preso por alguns dias. A Justi\u00e7a, por\u00e9m, entendeu que n\u00e3o havia nada de concreto para torn\u00e1-lo r\u00e9u e determinou que ele fosse solto.<\/strong><\/p>\n<p>Den\u00fancias an\u00f4nimas adicionaram mais dois homens \u00e0 lista. <strong>Michel Cohen, negociador franc\u00eas de pinturas, acusado nos Estados Unidos de obter US$ 50 milh\u00f5es em opera\u00e7\u00f5es fraudulentas. <\/strong><\/p>\n<p>Em maio de 2003, portanto antes do crime, Cohen chegou foi preso pela Interpol no Rio de Janeiro, mas conseguiu fugir em dezembro do mesmo ano. A suspeita \u00e9 de que ele tamb\u00e9m estivesse envolvido no caso da Ch\u00e1cara do C\u00e9u em 2006.<\/p>\n<p>O franc\u00eas permaneceu com paradeiro desconhecido por dezesseis anos e s\u00f3 foi reaparecer publicamente quando aceitou fazer parte do document\u00e1rio <em>O Golpe de Arte de 50 Milh\u00f5es de D\u00f3lares<\/em>, exibido em 2019 pela BBC. <strong>As \u00faltimas informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis d\u00e3o conta de que continue escondido da Interpol.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Outro franc\u00eas, o artes\u00e3o radicado no Brasil Patrice Rouge tamb\u00e9m foi inclu\u00eddo como suspeito. <\/strong>Dois endere\u00e7os atribu\u00eddos a ele no Rio de Janeiro foram alvo de dilig\u00eancias policiais. As resid\u00eancias, no entanto, estavam vazias e os agentes nunca mais voltaram.<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=62366:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=62366 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Bloco das Carmelitas, que percorre o bairro tur\u00edstico de Santa Teresa. Os assaltantes carregaram as obras roubadas em meio ao bloco carnavalesco, em 2006 &#8211; <strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=62366--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Entrevista exclusiva<\/h2>\n<p>Ele nunca prestou depoimento \u00e0 Pol\u00edcia Federal, tampouco se manifestou publicamente sobre a den\u00fancia, at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Vinte anos depois, Patrice Rouge decidiu falar pela primeira vez. Em entrevista exclusiva \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, negou qualquer participa\u00e7\u00e3o no roubo. Ele atendeu a reportagem por telefone, direto de sua resid\u00eancia atual em Avignon, cidade hist\u00f3rica da regi\u00e3o da Provence, no Sudeste da Fran\u00e7a.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEssa hist\u00f3ria toda \u00e9 completamente absurda. Uma pessoa faz uma den\u00fancia an\u00f4nima e o meu nome \u00e9 jogado no meio de tudo isso\u201d, reclama Rouge.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cEu estava na Fran\u00e7a quando ouvi falar desse roubo pela primeira vez. O meu advogado me ligou e disse que eu estava sendo acusado. Imagina a minha cara? Eu perdi o ch\u00e3o. Isso me prejudicou muito\u201d, relata.<\/p>\n<p>Rouge conta que veio parar no Brasil em 1974, durante um passeio de volta ao mundo com amigos. Conheceu um homem que o apresentou ao mercado de joias antigas.<\/p>\n<p>Ele, ent\u00e3o, decidiu ficar no pa\u00eds, para decep\u00e7\u00e3o dos amigos, que seguiram viagem. Depois, chegou a trabalhar com restaura\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de antiguidade.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, era propriet\u00e1rio de uma casa em Santa Tereza, bem pr\u00f3xima ao Museu da Ch\u00e1cara do C\u00e9u. Esse fato, na \u00e9poca das investiga\u00e7\u00f5es, aumentaram as suspeitas. Ele, no entanto, garante que nunca sequer entrou no museu.<\/p>\n<p>Rouge conta que voltou, definitivamente, para a Fran\u00e7a no ano de 2005, mas que retornou com frequ\u00eancia ao Brasil, nesses \u00faltimos 20 anos, para visitar a filha e o neto, que vivem no Rio de Janeiro. Ele est\u00e1 prestes a completar 77 anos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cSe eu fosse uma pessoa culpada, por que faria isso? Se uma pessoa tivesse culpa no cart\u00f3rio, como se diz no Brasil, faria tudo para se esconder. A \u00faltima vez que estive no Rio foi em 2025. Fui na Pol\u00edcia Federal, no aeroporto do Gale\u00e3o. Pedi uma lista das minhas entradas no Brasil para ter esse documento comigo\u201d, diz Rouge.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cQuando um criminoso \u00e9 procurado pela Interpol, ele vai ser ca\u00e7ado em qualquer lugar do mundo. Eu nunca tive problemas com a Justi\u00e7a, seja na Fran\u00e7a, seja no Brasil\u201d, complementa.<\/p>\n<h2>Arte do descaso<\/h2>\n<p>Em 2011, a jornalista Cristina Tard\u00e1guila decidiu investigar o caso. As informa\u00e7\u00f5es que reuniu viraram livro:\u00a0<em>A Arte do Descaso<\/em>, publicado em 2015.<\/p>\n<p><strong>O t\u00edtulo resume a principal conclus\u00e3o da autora: de que houve um desinteresse institucional generalizado em solucionar o crime.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cHouve descaso da diretoria do museu \u00e0 \u00e9poca, descaso do governo federal, do Minist\u00e9rio da Cultura, da pol\u00edcia e da m\u00eddia que se esqueceu de acompanhar o assunto&#8221;, critica a jornalista.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Nesse per\u00edodo todo de pesquisa para o livro, n\u00e3o encontrei ningu\u00e9m efetivamente engajado. \u00c9 uma fal\u00eancia da prote\u00e7\u00e3o dos bens culturais do Brasil.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>No livro, a jornalista descreve uma sequ\u00eancia de erros e neglig\u00eancias.<\/strong>\u00a0Ela conta que a primeira patrulha da Pol\u00edcia Militar s\u00f3 conseguiu chegar ao museu meia hora depois do roubo, tempo de rea\u00e7\u00e3o tr\u00eas vezes superior \u00e0 m\u00e9dia registrada na Europa.<\/p>\n<p><strong>Quando a PF chegou ao local, pelo menos trinta pessoas haviam circulado pelo museu, sem o cuidado de preservar eventuais provas.<\/strong><\/p>\n<p>A PF emitiu um comunicado para as equipes localizadas nos principais portos e aeroportos do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo. O fax, no entanto, n\u00e3o tinha fotografia das obras, n\u00e3o descrevia as dimens\u00f5es, as cores ou o tipo de moldura, nem listava a totalidade das pe\u00e7as. Duas sequer foram citadas no comunicado.<\/p>\n<p><strong>No momento do roubo, nove pessoas, entre guardas e visitantes, foram feitas ref\u00e9ns. Tr\u00eas delas nunca foram ouvidas pela pol\u00edcia durante as investiga\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>Cristina Tard\u00e1guila tamb\u00e9m critica a estrutura da PF, \u00e0 \u00e9poca, concentrava em um mesmo departamento dois tipos de crimes completamente diferentes: a Delegacia de Repress\u00e3o ao Crime contra o Meio Ambiente e o Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico (Delemaph).<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, tamb\u00e9m n\u00e3o havia um banco de dados sobre as obras de arte roubadas no pa\u00eds. O Cadastro Nacional de Bens Musealizados Desaparecidos (CBMD) s\u00f3 seria criado anos depois, em 2013, por meio do decreto Decreto 8.124.<\/p>\n<p>A jornalista conta que um dos momentos mais emblem\u00e1ticos de \u201cdescaso\u201d ocorreu em uma visita que fez ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) em junho de 2014. <strong>O procurador ligou para a PF para saber como estava o andamento das investiga\u00e7\u00f5es e foi informado que o inqu\u00e9rito policial havia desaparecido.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O inqu\u00e9rito policial IPL 2006.51015138422 s\u00f3 seria encontrado novamente no fim de 2015, entre pilhas de papel que chegavam diariamente \u00e0 Pol\u00edcia Federal.<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> entrou em contato com o MPF para saber se o inqu\u00e9rito teve alguma movimenta\u00e7\u00e3o nova depois de 2015.<\/p>\n<p>A resposta foi que \u201cdevido \u00e0 falta de autoria definida, o processo criminal principal permaneceu em fase de investiga\u00e7\u00e3o e foi arquivado provisoriamente\u201d.<\/p>\n<p><strong>Em outras palavras, ficou suspenso \u00e0 espera de novidades. A data deste arquivamento n\u00e3o consta no sistema do MPF.<\/strong><\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Federal n\u00e3o respondeu aos pedidos de informa\u00e7\u00e3o sobre o inqu\u00e9rito.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=453546:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=453546 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Museu Ch\u00e1cara do C\u00e9u, em Santa Tereza, no Rio de Janeiro &#8211; <strong>Museu Ch\u00e1cara do C\u00e9u\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=453546--><br type=\"_moz\"\/><br \/>\n<\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Refor\u00e7o na seguran\u00e7a<\/h2>\n<p><strong>A reportagem da Ag\u00eancia Brasil esteve no Museu Ch\u00e1cara do C\u00e9u na v\u00e9spera do desfile do Carmelitas para observar se houve mudan\u00e7as no sistema de seguran\u00e7a.\u00a0<\/strong>N\u00e3o foi poss\u00edvel fazer a visita no dia exato do bloco.<\/p>\n<p>Desde 2007, o museu fecha nos dias da folia e sempre que h\u00e1 desfiles de outros blocos em Santa Tereza.<\/p>\n<p><strong>Em 2006, na tarde do roubo, apenas tr\u00eas seguran\u00e7as estavam de plant\u00e3o. Havia c\u00e2meras de vigil\u00e2ncia, mas as imagens ficavam gravadas exclusivamente em fitas cassete, sem monitoramento remoto. Todas as fitas foram levadas pelos criminosos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na visita da reportagem em 2026, eram pelo menos cinco seguran\u00e7as, dois na guarita e tr\u00eas no interior do pr\u00e9dio principal.<\/strong> Todos os corredores e as salas com obras de arte t\u00eam monitoramento por c\u00e2meras, assim como os arredores do pr\u00e9dio principal, portaria e estacionamento.<\/p>\n<p>Segundo a diretora do museu Vivian Horta, que est\u00e1 no cargo desde 2024, a seguran\u00e7a tornou-se uma das prioridades.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cNosso sistema de c\u00e2meras \u00e9 bem moderno. Foi todo atualizado h\u00e1 cerca de dois anos. Tem monitoramento 24 horas, sete dias por semana, com grava\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Toda a equipe de vigil\u00e2ncia \u00e9 treinada e o roubo \u00e9 citado como refer\u00eancia.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cA equipe administrativa tem procedimentos padronizados para controlar a circula\u00e7\u00e3o de visitantes e pesquisadores no museu, a entrada de carros. E temos um contato bem estreito com a pol\u00edcia e a Guarda Municipal. Eles s\u00e3o sempre chamados quando vemos alguma movimenta\u00e7\u00e3o suspeita\u201d, complementa.<\/p>\n<h2>As obras<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=453534:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=453534 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p><em>Marine<\/em>, de Claude Monet &#8211; <strong>CBMD\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=453534--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O Museu da Ch\u00e1cara do C\u00e9u existe desde 1972. Antes disso, o pr\u00e9dio serviu de resid\u00eancia para o empres\u00e1rio e colecionador Raymundo Ottoni de Castro Maya at\u00e9 sua morte. Desde 1983, a institui\u00e7\u00e3o \u00e9 administrada pelo Minist\u00e9rio da Cultura.<\/p>\n<p>As cinco obras roubadas em 2006 estavam entre as mais valiosas do acervo. A primeira era a pintura em \u00f3leo sobre tela de Claude Monet, com o t\u00edtulo <em>Marine<\/em>\u00a0(Marinha).\u00a0 Em tons pastel, retratava um litoral montanhoso e inabitado.<\/p>\n<p>A segunda pe\u00e7a era <em>Le Jardin du Luxembourg<\/em>\u00a0(O jardim de Luxemburgo), \u00f3leo pintado por Henri Matisse que retratava um parque arborizado e colorido. Trazia \u00e1rvores altas, de copas amareladas, e um caminho de terra ou areia entre elas. Ao centro, um pedestal (imagem em destaque).<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=453532:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=453532 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><em>La Danse<\/em>, de Pablo Picasso Divulga\u00e7\u00e3o &#8211; <strong>CBMD\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=453532--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>A terceira era La Danse\u00a0(A dan\u00e7a), \u00f3leo sobre tela pintado por Pablo Picasso. O quadro trazia quatro silhuetas de crian\u00e7as dan\u00e7ando ao som de um trompete tocado por um adulto. Todos est\u00e3o ao ar livre, em uma floresta de \u00e1rvores grandes.<\/p>\n<p>A quarta obra \u00e9 o \u00f3leo sobre madeira que Salvador Dal\u00ed chamou de <em>Homme d\u2019une Complexion Malsaine \u00c9coutant le Bruit de la Mer sur les Deux Balcons<\/em>\u00a0(Homem de apar\u00eancia doentia escutando o barulho do mar sobre duas varandas). A obra mostrava dois edif\u00edcios paralelos com dois homens olhando pela janela, um em cada pr\u00e9dio.<\/p>\n<p>A quinta pe\u00e7a era o livro de gravuras <em>Toros<\/em>\u00a0(Touros), com quinze pranchas soltas de ilustra\u00e7\u00f5es feitas por Picasso.<\/p>\n<h2>Patrim\u00f4nio p\u00fablico<\/h2>\n<p>Especialista em artes visuais e perito em reconhecimento de obras de arte para a Receita Federal, Helder Oliveira entende que o roubo representou uma perda cultural n\u00e3o apenas para o museu, mas para toda a sociedade.<\/p>\n<p>\u201cTemos outras cole\u00e7\u00f5es particulares que nunca se tornaram p\u00fablicas. Essas obras estavam dispon\u00edveis para todas as pessoas contemplarem e estudarem. Eram in\u00fameras possibilidades de educa\u00e7\u00e3o e de pesquisa\u201d, diz Helder.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso refor\u00e7ar que essas pinturas eram \u00fanicas. N\u00e3o vamos ter outras iguais. Ningu\u00e9m vai poder ver aquele Matisse, Picasso, Dal\u00ed e Monet espec\u00edficos. O que se roubou foi um patrim\u00f4nio do pa\u00eds\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Helder Oliveira destaca que casos como o da Ch\u00e1cara do C\u00e9u apontam para a necessidade de mudan\u00e7as estruturais no pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cPrecisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas que valorizem mais nosso patrim\u00f4nio cultural. Muitas vezes, o roubo tem a ver com falta de manuten\u00e7\u00e3o e de seguran\u00e7a, porque n\u00e3o h\u00e1 verba. Tamb\u00e9m precisamos investir em uma pol\u00edcia dedicada exclusivamente ao tema, o que, infelizmente n\u00e3o existe ainda\u201d, diz o especialista.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para a jornalista Cristina Tard\u00e1guila, tamb\u00e9m \u00e9 preciso que as autoridades mudem a forma como hierarquizam os crimes. Ela diz que policiais e pol\u00edticos tratam com desd\u00e9m roubos de arte porque n\u00e3o costumam ter homic\u00eddios, porque entendem a arte como sup\u00e9rflua e porque as v\u00edtimas s\u00e3o vistas como membros da elite.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m do valor cultural p\u00fablico, artes roubadas tamb\u00e9m costumam alimentar outros tipos de crime. Obras podem servir de moedas de troca. Um quadro do Picasso pode comprar rifles; um Monet, determinadas quantidades de coca\u00edna, por exemplo. N\u00e3o \u00e9 normal que essas obras roubadas sejam vendidas diretamente no mercado aos olhos de todos\u201d, explica.<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=453533:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=453533 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Obra <em>Homme d\u2019une Complexion Malsaine \u00c9coutant le Bruit de la Mer sur les Deux Balcons,\u00a0<\/em>de Salvador Dal\u00ed &#8211; <strong>CBMD\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=453533--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>O crime nas telonas<\/h2>\n<p>O interesse p\u00fablico pelo tema deve ganhar novo f\u00f4lego por causa do cinema. A Caribe Produ\u00e7\u00f5es est\u00e1 \u00e0 frente do projeto de um longa-metragem ficcional baseado no livro <em>A Arte do Descaso<\/em>.<\/p>\n<p>O roteiro contou com apoio da Warner Bros e est\u00e1 em fase de capta\u00e7\u00e3o de financiamento. A expectativa \u00e9 de que comece a ser produzido ainda este ano.<\/p>\n<p>Um dos envolvidos \u00e9 o produtor Daniel Furiati, que no in\u00edcio desta reportagem falou sobre a experi\u00eancia de estar no bloco Carmelitas em 2006, no dia do crime.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cUm dos nossos compromissos \u00e9 n\u00e3o glamourizar o roubo de arte, sabendo que ele se articula com uma s\u00e9rie de outros crimes. Acho que o filme pode trazer uma nova luz sobre o caso. O fato de estar perto da prescri\u00e7\u00e3o diz muito sobre o nosso pa\u00eds\u201d, reflete Daniel.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Para o Museu Ch\u00e1cara do C\u00e9u, o hist\u00f3rico infrut\u00edfero das investiga\u00e7\u00f5es e a prescri\u00e7\u00e3o do crime n\u00e3o representam o cap\u00edtulo final do mist\u00e9rio de vinte anos.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 \u00f3bvio que a aus\u00eancia dessas obras n\u00e3o deixa de ser sentida. Por\u00e9m, a gente reconhece que a nossa miss\u00e3o institucional n\u00e3o sofre preju\u00edzo. Essas obras continuam fazendo parte da hist\u00f3ria e do legado de Castro Maya\u201d, diz a diretora do museu.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA prescri\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um \u00f3bice para que essas obras sejam encontradas. A gente tem a expectativa de que elas voltem para o museu. A gente n\u00e3o perde essa esperan\u00e7a\u201d, diz a diretora da Ch\u00e1cara do C\u00e9u.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por EBC, Sexta-feira de Carnaval, 24 de fevereiro de 2006. Enquanto as ladeiras sinuosas de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, s\u00e3o tomadas por sons de marchinhas e sambas tradicionais, um grupo de homens carrega nos bra\u00e7os quadros de Claude Monet, Salvador Dal\u00ed, Pablo Picasso e Henri Matisse. 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