{"id":465347,"date":"2026-08-15T10:35:39","date_gmt":"2026-08-15T13:35:39","guid":{"rendered":"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/08\/15\/risco-de-desertificacao-no-brasil-ameaca-seguranca-hidrica-e-alimentar\/"},"modified":"2026-08-15T10:35:39","modified_gmt":"2026-08-15T13:35:39","slug":"risco-de-desertificacao-no-brasil-ameaca-seguranca-hidrica-e-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/08\/15\/risco-de-desertificacao-no-brasil-ameaca-seguranca-hidrica-e-alimentar\/","title":{"rendered":"Risco de desertifica\u00e7\u00e3o no Brasil amea\u00e7a seguran\u00e7a h\u00eddrica e alimentar"},"content":{"rendered":"<p>Por EBC, <\/p>\n<div>\n<p>Cerca de 39 milh\u00f5es de brasileiros vivem em locais amea\u00e7ados pela desertifica\u00e7\u00e3o. Entre eles, est\u00e3o sertanejos, agricultores, povos ind\u00edgenas, quilombolas, geraizeiros, pantaneiros e pampeiros.<\/p>\n<p>O termo pode causar estranhamento, j\u00e1 que o pa\u00eds n\u00e3o possui desertos como o Atacama, no Chile, e o Saara, no norte da \u00c1frica. Lugares onde o clima seco e a escassez de \u00e1gua s\u00e3o extremos.<\/p>\n<p><strong>Desertifica\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 um termo mais amplo, que indica o processo de degrada\u00e7\u00e3o ambiental em que uma terra antes produtiva perde sua capacidade de reter \u00e1gua e sustentar vida<\/strong>. Isso ocorre principalmente por atividades humanas, como desmatamento e agricultura inadequada,\u00a0e tamb\u00e9m por varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Quanto mais avan\u00e7ado o processo, maior o risco de uma regi\u00e3o virar um deserto.<\/p>\n<p><strong>Cerca de 18% do territ\u00f3rio brasileiro \u00e9 composto por \u00c1reas Suscet\u00edveis \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (ASD)<\/strong>, segundo o boletim mais recente da Superintend\u00eancia do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).<\/p>\n<p>Obst\u00e1culos e solu\u00e7\u00f5es para o problema est\u00e3o na pauta de representantes da sociedade civil e de \u00f3rg\u00e3os governamentais do Brasil que participar\u00e3o da 17\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (COP17), na Mong\u00f3lia, entre os dias 17 e 28 de agosto.<\/p>\n<p>A coordenadora executiva da Articula\u00e7\u00e3o Semi\u00e1rido Brasileiro (ASA), Ivi Aliana, destaca que <strong>o problema atinge principalmente popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis e comunidades tradicionais<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cElas s\u00e3o as primeiras a sentir os efeitos, porque lidam diretamente com os impactos na \u00e1gua e na biodiversidade no territ\u00f3rio\u201d, diz Ivi.<\/p>\n<p>Ela refor\u00e7a, por\u00e9m, que <strong>a degrada\u00e7\u00e3o da terra n\u00e3o \u00e9 um problema exclusivo de quem vive nela<\/strong>.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cParece um problema distante para alguns, mas a desertifica\u00e7\u00e3o afeta a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, a seguran\u00e7a h\u00eddrica, a economia, influencia no aumento do calor. E tudo isso\u00a0vai al\u00e9m das \u00e1reas degradadas. Tem impactos\u00a0 tanto no campo quanto nas cidades brasileiras\u201d, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=442748:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=442748 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">O agricultor familiar Orlando Alves da Silva observa uma das nascentes do Rio das Balsas seca, em Limpeza, nos Gerais de Balsas, no Maranh\u00e3o. Foto: <strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=442748--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Dados nacionais<\/h2>\n<p>Entre os anos de 2000 e 2020, a \u00e1rea afetada pela desertifica\u00e7\u00e3o no Brasil passou de 1,35 milh\u00e3o para 1,51 milh\u00e3o\u00a0de quil\u00f4metros quadrados, um aumento de 170 mil km\u00b2, que equivale\u00a0\u00e0 soma dos territ\u00f3rios de Pernambuco, Para\u00edba e Alagoas.<\/p>\n<p><strong>O fen\u00f4meno atinge principalmente os nove estados do Nordeste, mas chega tamb\u00e9m ao norte de Minas Gerais e ao do Esp\u00edrito Santo, ao nordeste do Rio de Janeiro e ao noroeste do Mato Grosso do Sul<\/strong>.<\/p>\n<p>Nestas \u00e1reas, h\u00e1 tr\u00eas tipos de clima: sub\u00famido seco, semi\u00e1rido e \u00e1rido. Eles s\u00e3o classificados de acordo com a quantidade de chuva e a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, por meio do \u00edndice de aridez.<\/p>\n<p>O sub\u00famido seco tem \u00edndice de aridez entre 0,50 at\u00e9 0,65;\u00a0o semi\u00e1rido, entre 0,2 e 0,5; e o\u00a0\u00e1rido, entre 0,05 e 0,2. Quando o n\u00famero fica abaixo de 0,05 tem-se o clima dos desertos, o hiper\u00e1rido, que ainda n\u00e3o existe no Brasil.<\/p>\n<p>A primeira regi\u00e3o \u00e1rida do pa\u00eds foi identificada recentemente, em 2023, e abrange 6 mil km\u00b2 entre Pernambuco e Bahia. A an\u00e1lise foi publicada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=471749:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=471749 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Mapa comparativo da evolu\u00e7\u00e3o da desertifica\u00e7\u00e3o no Brasil. Cr\u00e9dito:\u00a0<strong>Rodrigo Cunha \/ Revista Fapesp<\/strong><!--END copyright=471749--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Caatinga<\/h2>\n<p>Dos seis biomas brasileiros, a Caatinga \u00e9 a que concentra os n\u00edveis mais graves de deteriora\u00e7\u00e3o do solo: <strong>11% dela est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e severa<\/strong>, o que equivale a 100 mil km2. Cerca de 42,6% de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa j\u00e1 foi suprimida.<\/p>\n<p>Proteger a Caatinga \u00e9 fundamental para a biodiversidade, as pessoas que vivem nela e o clima, explica o pesquisador do Instituto Nacional do Semi\u00e1rido (Insa)\u00a0Aldrin Martin P\u00e9rez-Mar\u00edn, que tamb\u00e9m coordena o Observat\u00f3rio da Caatinga e da Desertifica\u00e7\u00e3o (OCA).<\/p>\n<p>O bioma \u00e9 monitorado continuamente pelo \u00f3rg\u00e3o, em parceria com mais de 30 universidades e institui\u00e7\u00f5es nordestinas. Um levantamento conjunto mostrou que a Caatinga aproveita o carbono com uma efici\u00eancia de 58%, maior que a de\u00a0todos os outros biomas brasileiros. Essa contribui\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0fundamental na luta contra o aquecimento global, j\u00e1 que o excesso de carbono na atmosfera ret\u00e9m calor e intensifica o efeito estufa.<\/p>\n<p>\u201cO mais surpreendente est\u00e1 debaixo da terra: 72% de todo esse carbono fica armazenado no solo, cerca de 125 toneladas por hectare, o que faz dela n\u00e3o s\u00f3 um sumidouro ativo, mas um enorme cofre natural de longo prazo. \u00c9 essa resili\u00eancia que explica o seu protagonismo: ela sabe guardar vida e equilibrar o clima mesmo nos cen\u00e1rios mais \u00e1ridos\u201d, diz Aldrin.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=471751:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=471751 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Cactos t\u00edpicos da Caatinga, bioma no Semi\u00e1rido Nordestino. Cr\u00e9dito:\u00a0<strong>ASA \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=471751--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Um estudo publicado na revista<em>\u00a0Science of the Total Environment,<\/em> em 2025, confirmou esse protagonismo. <strong>S\u00f3 em 2022, a Caatinga foi respons\u00e1vel por cerca de 50% de todo o sequestro l\u00edquido de carbono do Brasil, compensando parte significativa das emiss\u00f5es nacionais de gases de efeito estufa<\/strong>.<\/p>\n<p>O pesquisador do Insa alerta que o Brasil precisa brigar para que a Caatinga seja citada explicitamente no texto cient\u00edfico que ser\u00e1 negociado durante a COP17. Caso isso n\u00e3o ocorra, o semi\u00e1rido tropical ficaria fora do radar\u00a0cient\u00edfico oficial da Conven\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>\u201cA Caatinga n\u00e3o \u00e9 o problema. Ela \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o, para o Brasil e para o planeta. Diante da crise clim\u00e1tica, a escolha \u00e9 por territ\u00f3rios vivos: gente de p\u00e9, Caatinga em p\u00e9 e futuro em p\u00e9\u201d, diz Aldrin.<\/p>\n<h2>Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/h2>\n<p>O Brasil se tornou signat\u00e1rio da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (UNCCD) em 1997, o que significou assumir acordos para prevenir e reverter os efeitos da degrada\u00e7\u00e3o da terra.<\/p>\n<p><strong>Em mar\u00e7o de 2026, foi lan\u00e7ado oficialmente o Plano de A\u00e7\u00e3o Brasileiro de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o e Mitiga\u00e7\u00e3o dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil 2025\u20132043)<\/strong>. O plano prev\u00ea o enfrentamento da desertifica\u00e7\u00e3o como pol\u00edtica p\u00fablica que articula meio ambiente, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, assist\u00eancia social, infraestrutura, acesso \u00e0 \u00e1gua, inclus\u00e3o produtiva e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Outra iniciativa, lan\u00e7ada em junho deste ano, foi o Programa Recaatingar.<\/strong> O bi\u00f3logo Alexandre Pires, diretor do Departamento de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o e Mitiga\u00e7\u00e3o dos Efeitos da Seca (DCDE), vinculado ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, explica que a meta \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o produtiva de 10 milh\u00f5es de hectares de terras degradadas do bioma nos pr\u00f3ximos 20 anos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=471750:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=471750 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=471750-->Desertifica\u00e7\u00e3o no Brasil amea\u00e7a \u00e1gua, alimento, clima e biodiversidade &#8211; <strong>ASA \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=471750--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>O foco \u00e9 promover seguran\u00e7a h\u00eddrica, restaura\u00e7\u00e3o socioprodutiva e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com base no conhecimento tradicional das comunidades locais.<\/p>\n<p>\u201cO recaatingamento \u00e9 uma metodologia que envolve desde a quest\u00e3o f\u00edsica do solo e da agronomia at\u00e9 o trabalho com as comunidades tradicionais, o modo de vida e a forma como elas manejam essa biodiversidade. A gente se inspirou nessas tecnologias sociais de conviv\u00eancia com o semi\u00e1rido para criar o programa\u201d, explica Alexandre.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cRecuperar o solo degradado \u00e9 um caminho estrat\u00e9gico para garantir trabalho, emprego e renda, ao mesmo tempo em que promove um servi\u00e7o que ajuda a humanidade a enfrentar os desastres clim\u00e1ticos. \u00c9 preciso olhar para a pot\u00eancia e a capacidade de resili\u00eancia desses territ\u00f3rios\u201d, complementa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O pesquisador do Insa, Aldrin Martin P\u00e9rez-Mar\u00edn, atesta a efetividade do recaatingamento. Ele diz que, mesmo antes do programa, a tecnologia social j\u00e1 produziu 36 mil hectares em conserva\u00e7\u00e3o, 2 mil hectares em recupera\u00e7\u00e3o ativa, 15 sistemas de agrocaatinga, 31 planos de manejo implementados e mais de 280 enxames de abelhas nativas de volta \u00e0 paisagem.<\/p>\n<p>\u201cO manejo agrossilvipastoril da Caatinga consegue quadruplicar a oferta de forragem sem derrubar o bioma. Os sistemas agroflorestais elevaram a biomassa em torno de 85% e chegam a segurar 100 toneladas de solo por hectare a cada ano contra a eros\u00e3o\u201d, diz Aldrin. \u201cA rota\u00e7\u00e3o de culturas e as barragens subterr\u00e2neas devolvem \u00e1gua, carbono e fertilidade a esse cofre subterr\u00e2neo\u201d.<\/p>\n<h2>Perspectivas e solu\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>A Articula\u00e7\u00e3o do Semi\u00e1rido Brasileiro (ASA), formada por mais de 3 mil organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, atua h\u00e1 mais de 25 anos na promo\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es e tecnologias que ajudam as comunidades impactadas pela desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos principais exemplos de atua\u00e7\u00e3o da ASA \u00e9 no desenvolvimento de\u00a0programas de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da chuva. Parte deles foca na constru\u00e7\u00e3o de cisternas e pequenas barragens para garantir que fam\u00edlias tenham acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, al\u00e9m de garantir \u00e1gua para produ\u00e7\u00e3o de alimentos e consumo dos animais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=471746:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=471746 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Cisterna constru\u00edda com ajuda da ASA para garantir que fam\u00edlias tenham acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel. Cr\u00e9dito:\u00a0<strong>ASA \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=471746--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Outras iniciativas s\u00e3o focadas no fortalecimento de sementes adaptadas ao clima da Caatinga e t\u00e9cnicas agr\u00edcolas que respeitam a biodiversidade do bioma.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cN\u00e3o vai ser helic\u00f3ptero jogando sementes em um territ\u00f3rio desabitado que vai recuperar essa \u00e1rea. O combate \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o passa pela agricultura familiar, pela agroecologia e pelas pessoas vivendo e cuidando desses territ\u00f3rios\u201d, diz Ivi Aliana, coordenadora do ASA.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Cobertura da COP17<\/h2>\n<p>A\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/strong>vai acompanhar as duas semanas da COP17 da Desertifica\u00e7\u00e3o diretamente da Mong\u00f3lia. A viagem \u00e9 uma\u00a0parceria com a UNCCD, que selecionou\u00a0seis rep\u00f3rteres de diferentes continentes com uma bolsa de jornalismo para cobrir o evento.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos dias, a\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0publica uma s\u00e9rie de mat\u00e9rias com\u00a0informa\u00e7\u00f5es sobre a confer\u00eancia e como os temas debatidos nela afetam o Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=471711:cheio_8colunas --><\/p>\n<p>    <!-- END scald=471711 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=471711-->Paisagem campestre na Mong\u00f3lia, sede da COP17 da Desertifica\u00e7\u00e3o. Cr\u00e9dito:\u00a0<strong>Divulga\u00e7\u00e3o UNCCD<\/strong><!--END copyright=471711--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por EBC, Cerca de 39 milh\u00f5es de brasileiros vivem em locais amea\u00e7ados pela desertifica\u00e7\u00e3o. Entre eles, est\u00e3o sertanejos, agricultores, povos ind\u00edgenas, quilombolas, geraizeiros, pantaneiros e pampeiros. O termo pode causar estranhamento, j\u00e1 que o pa\u00eds n\u00e3o possui desertos como o Atacama, no Chile, e o Saara, no norte da \u00c1frica. 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