Campo Grande tem mais um motivo para comemorar. A capital sul-mato-grossense foi reconhecida como a cidade mais inovadora do Centro-Oeste e alcançou a 33ª posição no ranking nacional de competitividade dos municípios 2025, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado mostra que a cidade está vivendo um novo momento: mais aberta à tecnologia, ao empreendedorismo e às soluções criativas que transformam a vida das pessoas.
Por trás dessa conquista, existe um conjunto de iniciativas que vêm sendo construídas ao longo dos últimos anos. O Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande (Parktec CG) é um dos grandes símbolos desse movimento. Criado há dois anos, o Parque deixou de ser apenas um espaço institucional para se transformar em um polo de inovação que conecta empresas, universidades e governo. Hoje, já abriga 10 startups locais dos setores de saúde, agronegócio, gestão e cosméticos — duas delas lideradas exclusivamente por mulheres. Entre elas estão nomes como Eixo X, BEM – Inteligência de Dados, CO2 Life, Engetec, ENIESSE Hub de E-commerce, Land Growth, J E G Bio Insumos, Nivo, Portal da Construção MS e Tamandu.
Esse perfil mais dinâmico mostra como o Parktec vem ajudando a impulsionar negócios de base tecnológica. Em apenas dois anos, tornou-se política pública consolidada, conectando poder público, instituições de ensino, setor produtivo e sociedade civil. O futuro reserva passos ainda maiores: o Parque deve se expandir para o prédio do Centro de Belas Artes, ampliando sua capacidade de atendimento para cerca de 60 startups.
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Esse ambiente também se fortalece com marcos legais que garantem segurança e incentivo a quem quer empreender. A Lei de Inovação abriu caminho para parcerias entre o poder público e a iniciativa privada, facilitando o desenvolvimento de novas tecnologias. Já a Lei da Liberdade Econômica reduziu burocracias e deu mais agilidade para quem decide abrir ou expandir uma empresa em Campo Grande. Menos papelada, mais confiança – e um cenário mais atrativo para investimentos.
Nesta semana, a capital deu mais um passo ao lançar o Ambiente Regulatório Experimental (Sandbox). A iniciativa permite que startups e empresas testem seus modelos de negócio em condições especiais, com acompanhamento da Prefeitura, reduzindo barreiras para que a inovação floresça. E vem mais por aí: o município também se prepara para implantar o Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), que é uma modalidade especial de licitação que permite ao Poder Público testar soluções inovadoras desenvolvidas ou em desenvolvimento.
Esse conjunto de avanços ajuda a explicar por que Campo Grande aparece em destaque no ranking. Mais do que um número, o reconhecimento mostra que a capital está criando um ambiente de confiança, onde empreendedores e investidores encontram espaço para inovar e crescer. Como avaliam representantes do setor, esse é o resultado de uma visão de futuro: menos burocracia, mais criatividade e novas oportunidades para todos.
No cenário nacional, Florianópolis ficou em primeiro lugar no ranking, seguida por Barueri (SP), São Caetano do Sul (SP), São Paulo (SP) e Campinas (SP). A boa colocação de Campo Grande, à frente de diversas capitais brasileiras, reforça que a cidade está trilhando um caminho sólido e consistente para se consolidar como referência em inovação no país.
