As tratativas para a implantação da Zona de Processamento de Exportação de Bataguassu (ZPE) avançam de forma consistente, com previsão de início das operações em março de 2026. O empreendimento representa um marco estratégico para ampliar a competitividade das exportações de Mato Grosso do Sul e fortalecer a atração de investimentos voltados ao mercado internacional.
A ZPE de Bataguassu ocupa uma área de 2 milhões de metros quadrados, localizada no km 2,5 da rodovia MS-395, entre o Rio Pardo e o município. O local está em um ponto logístico estratégico de convergência entre Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás, Paraguai e o Mercosul, favorecendo o escoamento da produção.
De acordo com a diretoria da ZPE, que se reuniu na semana passada, em Três Lagoas, com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, e com o governador Eduardo Riedel, duas indústrias já estão confirmadas para instalação no complexo.
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Uma delas é do setor alimentício, com projeto aprovado para produção e exportação de xarope de dextrose de mandioca e batata-doce, além de maltodextrina de batata-doce — um adoçante natural industrial comercializado em tambores de 200 litros. A outra empresa atuará na fabricação de recipientes biodegradáveis e compostáveis para o plantio de mudas.
Participaram do encontro o presidente da empresa gestora da ZPE, Germano Augusto Pereira e Silva; o secretário-executivo do Conselho Nacional das ZPEs, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Fábio Pucci Martins; e Kleber Gomes, também representando o MDIC.
Segundo o secretário Jaime Verruck, a reunião teve como objetivo apresentar o andamento das obras e o cronograma de implantação da ZPE. O presidente do Conselho da ZPE também fez uma avaliação do progresso das obras de alfandegamento da área.
“Foi repassado a mim e ao governador Eduardo Riedel que as obras da alfândega estão sendo fiscalizadas e devem ser concluídas até o final de fevereiro, permitindo a inauguração e o início das operações em março. Isso é uma grande conquista, pois teremos a primeira ZPE do Estado em funcionamento”, destacou Verruck.
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O secretário explicou que a ZPE é um ambiente onde as indústrias operam com benefícios tributários, cambiais e administrativos, desde que exportem, no mínimo, 80% da produção. “São vantagens competitivas que não foram afetadas pela reforma tributária. Por isso, a ZPE é um instrumento estratégico para atração de empreendimentos voltados à exportação”, ressaltou.
Além disso, a ZPE de Bataguassu pretende se consolidar como um dos maiores polos industriais de exportação do agronegócio brasileiro, com logística eficiente e custos competitivos. Em sua estrutura completa, o complexo contará com lotes ou galpões para locação, avenidas pavimentadas, energia elétrica subterrânea, iluminação pública e um polo de serviços compartilhados.
“Estamos avançando na atração de empreendimentos que demandam energia limpa. Temos, por exemplo, a Bracell, que produzirá energia a partir da biomassa de celulose. Já estamos trabalhando de forma integrada com a ZPE para viabilizar a instalação dessas indústrias em curto prazo, o que representa um ganho substancial para o Estado”, completou Verruck.
O governador do Estado Eduardo Riedel, reforçou o compromisso do Estado em apoiar os investidores e buscar novas formas de melhoria da logística das exportações. “Acredito que o complexo vai ajudar a ativar a economia na região, aumentar a competitividade das empresas, e principalmente atrair mais desenvolvimento”, frisou.
Progresso regional
Bataguassu também vai abrigar a sexta fábrica de celulose de Mato Grosso do Sul, com início das obras previsto para fevereiro de 2026. O empreendimento deverá receber investimentos de US$ 4 bilhões e terá capacidade produtiva de 2,8 milhões de toneladas de celulose por ano.
A unidade será instalada em uma área a cerca de 15 quilômetros do perímetro urbano do município e tem a perspectiva de gerar aproximadamente 10 mil empregos durante as obras e cerca de 3 mil postos de trabalho na fase de operação.
Rosana Siqueira, da Semadesc
Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc