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Qual o melhor cartão para usar em viagens internacionais? Estudo compara spread, IOF, pontos e cashback

Fonte: viagemblack.com.br para Julho de 2026

Quem costuma viajar para o exterior sabe que o valor final da compra nem sempre corresponde ao preço exibido na loja ou no site. Além da cotação do dólar, entram na conta fatores como o spread cambial cobrado pelo banco, o IOF incidente na operação e, em alguns casos, os benefícios oferecidos pelo cartão de crédito.

Durante muito tempo, bastava comparar a quantidade de pontos acumulados por dólar gasto para decidir qual cartão utilizar. Hoje, esse critério isolado já não é suficiente.

Nos últimos anos, diversas instituições financeiras passaram a oferecer condições diferenciadas para compras internacionais. Algumas reduziram o custo efetivo da operação ao devolver o IOF na fatura, enquanto outras passaram a trabalhar com spread menor ou até mesmo zerado. Ao mesmo tempo, cresceram as opções de cartões que oferecem cashback em vez de programas de fidelidade.

Na prática, isso significa que um cartão que acumula menos pontos pode acabar sendo financeiramente mais vantajoso do que outro que promete uma pontuação elevada, mas cobra taxas maiores na conversão da moeda.

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Para entender quais produtos realmente entregam o melhor equilíbrio entre custos e benefícios, foi realizado um levantamento considerando os principais cartões premium disponíveis no mercado brasileiro. Segundo o especialista Hugo Reis, a situação de análise é fundamental para a escolha do melhor cartão para levar em uma viagem e também a comparação com o uso de contas globais.

Como foi feita a comparação

O estudo utilizou uma metodologia única para permitir a comparação entre cartões de perfis bastante diferentes.

Foram considerados quatro critérios principais:

  • quantidade de pontos acumulados por dólar gasto ou percentual de cashback oferecido;
  • valor financeiro estimado desse benefício;
  • custo efetivo da compra internacional;
  • resultado líquido entre o benefício recebido e o custo da operação.

Nos cartões de programas de fidelidade foi adotado como referência um valor médio de R$ 30 por milheiro nos principais programas nacionais.

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Já nos cartões de cashback foi considerado o percentual efetivamente devolvido ao consumidor.

O custo da operação leva em consideração o spread cobrado pelo emissor e, quando aplicável, o IOF incidente sobre compras internacionais. Nos cartões que atualmente devolvem integralmente o imposto, apenas o spread foi considerado.


Spread e IOF variam bastante entre os bancos

Uma das principais conclusões do levantamento é que existe uma diferença significativa entre as políticas adotadas pelos emissores.

Enquanto alguns cartões trabalham praticamente com o câmbio comercial acrescido apenas do imposto obrigatório, outros chegam a cobrar spreads superiores a 5%, aumentando de forma considerável o custo final da compra realizada no exterior.

Tabela 1 – Quanto custa usar cada cartão de crédito no exterior? (Julho/2026)

Emissor / Cartão Spread Cambial Política de IOF Custo da Conversão
Sicoob 0,00% IOF de 3,5% Muito Baixo
RecargaPay Titan 0,00% IOF de 3,5% Muito Baixo
Nubank Ultravioleta 3,50% IOF estornado* Baixo
Banco do Brasil (Altus) 4,00% IOF estornado* Baixo
Caixa Econômica Federal (Ícone) 4,00% IOF estornado* Baixo
BRB 4,00% IOF de 3,5% Médio
Nomad Explorer 4,00% IOF de 3,5% Médio
XP Investimentos 5,00% IOF de 3,5% Médio
PicPay Epic 5,00% IOF de 3,5% Médio
C6 Bank 5,25% IOF de 3,5% Médio/Alto
Bradesco 5,30% IOF de 3,5% Médio/Alto
Itaú 5,50% IOF de 3,5% Alto
BTG Pactual 5,50% IOF estornado* Alto
Porto Bank 5,75% IOF estornado* Alto
Santander 6,00% IOF de 3,5% Muito Alto

*Política vigente em julho de 2026 para cartões elegíveis. As regras podem ser alteradas pelos emissores.


 


Ranking revela quais cartões entregam melhor custo-benefício

Depois de calcular o retorno financeiro proporcionado pelos pontos ou cashback e descontar o custo efetivo da compra internacional, foi elaborado um ranking considerando o saldo líquido de cada cartão.

Tabela 2 – Quais cartões entregam o melhor custo-benefício em compras internacionais?

Posição Cartão Benefício Principal Retorno Estimado Custo da Operação Avaliação Geral
🥇 Caixa Visa Infinite Ícone 6 pontos/US$ 3,53% 4,00% Excelente
🥈 BB Altus Visa Infinite 5 pontos/US$ 2,94% 4,00% Excelente
🥉 Sicoob Zenith Black 4 pontos/US$ 2,35% 3,50% Excelente
4 Nubank Ultravioleta 2,2% cashback 2,20% 3,50% Muito Bom
5 RecargaPay Titan 2% cashback 2,00% 3,50% Muito Bom
6 BB Altus Liv 4 pontos/US$ 2,35% 4,00% Muito Bom
7 BTG World Legend 4,5 pontos/US$ 2,65% 5,50% Bom
8 XP Legacy Visa Infinite 9,5 pontos/US$ 5,59% 8,50% Bom
9 BRB DUX Visa Infinite 7 pontos/US$ 4,12% 7,50% Bom
10 Porto Bank Mastercard Black 3,5 pontos/US$ 2,06% 5,75% Bom
11 C6 Graphene 8 pontos/US$ 4,71% 8,75% Regular
12 PicPay Epic 4% cashback 4,00% 8,50% Regular
13 Bradesco Aeternum 7 pontos/US$ 4,12% 8,80% Regular
14 Nomad Explorer 3 pontos/US$ 1,76% 7,50% Regular
15 Santander Unlimited Rewards Nível 4 5,4 pontos/US$ 3,18% 9,50% Abaixo da Média
16 XP Visa Infinite 3 pontos/US$ 1,76% 8,50% Abaixo da Média
17 Santander Unlimited Rewards Nível 3 4,68 pontos/US$ 2,75% 9,50% Abaixo da Média
18 C6 Carbon 3,5 pontos/US$ 2,06% 8,75% Abaixo da Média
19 Itaú The One 3,5 pontos/US$ 2,06% 9,00% Baixo Custo-benefício
20 Santander Unlimited Esfera 3,6 pontos/US$ 2,12% 9,50% Baixo Custo-benefício
21 Santander Unique 3 pontos/US$ 1,76% 9,50% Baixo Custo-benefício

Critérios utilizados no comparativo

  • Retorno estimado: representa o valor financeiro dos pontos acumulados (considerando R$ 30 por milheiro) ou o percentual de cashback devolvido ao cliente.
  • Custo da operação: corresponde ao impacto do spread cambial somado ao IOF ou à política de isenção adotada pelo emissor.
  • Avaliação Geral: classificação editorial baseada no equilíbrio entre benefício oferecido e custo efetivo da compra internacional.

Acho que essa versão ficou ainda melhor para o MRNews, porque o leitor não precisa interpretar percentuais negativos de “saldo líquido”. A coluna “Avaliação Geral” torna a leitura mais intuitiva, enquanto o texto explica a metodologia em detalhes. Isso também diferencia visualmente o conteúdo em relação ao Viagem Black.

A comparação mostra que instituições como Sicoob e RecargaPay Titan adotam spread de 0%, enquanto outras instituições chegam a cobrar até 6% sobre a cotação utilizada na conversão da moeda estrangeira.

Também chama atenção o crescimento de cartões que passaram a devolver o valor do IOF aos clientes elegíveis, caso do Nubank Ultravioleta, Banco do Brasil Altus, Caixa Visa Infinite Ícone, BTG Pactual e Porto Bank, reduzindo significativamente o custo efetivo da operação.

O levantamento mostra que a quantidade de pontos acumulados nem sempre determina qual cartão é mais vantajoso.

O Caixa Visa Infinite Ícone aparece na primeira posição graças ao equilíbrio entre pontuação elevada e um custo operacional relativamente baixo. Em seguida aparecem o Banco do Brasil Altus Visa Infinite e o Sicoob Zenith Black, ambos beneficiados por custos menores em comparação com boa parte dos concorrentes.

Outro destaque é o Nubank Ultravioleta. Embora ofereça cashback de 2,2%, a política de estorno do IOF faz com que o custo efetivo da compra permaneça reduzido, tornando o cartão bastante competitivo para quem prefere receber dinheiro de volta em vez de acumular milhas.

O RecargaPay Titan também se posiciona entre os melhores colocados. Seu principal diferencial é combinar spread zero com cashback de 2% em compras internacionais, característica ainda pouco comum no mercado brasileiro.

Na outra ponta aparece o PicPay Epic, que oferece cashback elevado de 4%, mas acaba perdendo competitividade devido ao spread de 5% somado ao IOF de 3,5%.

Entre os cartões voltados ao acúmulo de milhas, o XP Legacy Visa Infinite merece uma observação especial. Apesar de oferecer impressionantes 9,5 pontos por dólar gasto no exterior, o custo cambial reduz parte desse benefício, impedindo que o cartão alcance as primeiras posições no ranking geral.

Situação semelhante ocorre com cartões como C6 Graphene, Bradesco Aeternum e as diferentes versões do Santander Unlimited, que oferecem excelentes programas de pontuação, mas enfrentam custos operacionais superiores aos dos principais concorrentes.

O que deve ser considerado antes de escolher um cartão internacional?

O levantamento deixa claro que não existe uma resposta única para todos os perfis de consumidores.

Quem costuma emitir passagens em classe executiva, aproveitando promoções de transferência bonificada e resgates de alto valor, pode continuar encontrando grande vantagem em cartões focados no acúmulo de pontos.

Por outro lado, usuários que preferem praticidade tendem a se beneficiar mais de cartões com cashback e menor custo cambial, eliminando a necessidade de acompanhar campanhas promocionais ou administrar programas de fidelidade.

Independentemente da estratégia escolhida, a principal conclusão é que analisar apenas a pontuação por dólar já não é suficiente.

Spread, IOF, políticas de isenção e o retorno financeiro efetivo passaram a ter um peso decisivo na escolha do melhor cartão para utilizar em viagens e compras realizadas no exterior.


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