Por EBC,
A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar a distribuição e o uso de broches preparados com dispositivo eletrônico no município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A suspeita da polícia é que os dispositivos seriam usados para gravar o voto dos eleitores na urna eletrônica.
Segundo a PF, os dispositivos, disfarçados de broches, têm na parte frontal o número do candidato e na parte traseira um adesivo que oculta a câmera com bateria.
Os materiais foram encontrados com um homem que teve o celular apreendido. Os equipamentos e o celular do conduzido, que optou por ficar em silêncio, foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica criminal para continuidade das investigações.
Seleção feminina sub-17 é convocada para mais uma Copa do Mundo
TSE: Paraná tem 94 cidades com falta de luz, mas votação segue normal
Por lei, é proibido entrar na cabine de votação com celulares, óculos inteligentes, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro dispositivo eletrônico capaz de fotografar ou filmar o voto. A vedação consta na Lei das Eleições e na Resolução nº 23.759/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dispõe sobre a participação de cidaddãos no processo eleitoral.
A medida, de acordo com o TSE, é uma forma de resguardar o sigilo do voto.
Balanço
De acordo com o último balanço da PF, até às 15h10 deste domingo (4), foram instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos circunstanciados de ocorrência (TCs) para apurar a prática de crimes eleitorais.
As ocorrências foram registradas nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Pará, Santa Catarina, Piauí e no Distrito Federal.
Em São Paulo, 34 pessoas são detidas durante as eleições
Eleição segue normal e sem sinal de interferência externa, diz Marques
Até o momento, 129 pessoas foram conduzidas, e foram apreendidos R$ 789,8 mil em bens e valores, sendo R$ 383,6 mil em espécie. Entre os principais crimes apurados estão a propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos.